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Alexandre Staut fez parte dos escritores brasileiros presentes no Printemps Littéraire Brésilien 2018. Descobrimos o seu itinerário biográfico e a sua obra num dos encontros literários que tiveram lugar no Centro Universitário Clignancourt (Sorbonne Université), com a participação das professoras Gabriela Ferreira e Sara Nogueira e com os estudantes do curso de Licence de Portugais.

Editor de livros, escritor, jornalista e artista visual, Alexandre Staut é também o idealizador da revista literária São Paulo Review. O livro «Paris-Brest» (Companhia / Editora Nacional, 2016), que recebeu o prémio do melhor livro de gastronomia francesa e foi finalista do prémio Jabuti e do Prazeres da Mesa, em 2017, traz as memórias dos anos em que Alexandre Staut trabalhou como cozinheiro em França, principalmente em L’Aber Wrac’h, cidadezinha próxima de Brest, na Bretanha, durante três anos e meio.

Alexandre Staut descobriu o mundo da culinária com o pai, cozinheiro diletante que vivia às voltas de um caderno de receitas. Em «Paris-Brest», além de descobrir os segredos e os sabores da cozinha tradicional francesa, o leitor percorre paisagens bucólicas e cruza com personagens fantásticos que surgem no caminho do autor.

A música, a literatura e a história de cada um dos lugares em que Alexandre Staut viveu, a oficial e aquela contada por vizinhos e anónimos, estão presentes em «Paris-Brest».

O livro traz ainda um pequeno estudo sobre os hábitos alimentares da Idade Média francesa e 58 receitas de pratos que o autor aprendeu a fazer com amigos. O último conto do livro passa-se no ano 2551, é uma reflexão sobre a alimentação do futuro no Brasil e no mundo. Com efeito, depois dos «contos da vida real», o autor escreve uma narrativa de ficção científica sobre a falta de alimentos devido ao esgotamento de recursos naturais do nosso planeta.

Assim, entre ficção e realidade, sem ser um livro autobiográfico, Alexandre Staut tenta reconstruir o fio condutor que o leva até à sua história familiar e ao mesmo tempo oferece ao leitor um relato apaixonante dos anos vividos na Bretanha.

 

 

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