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Se na semana passada escutávamos Jesus que enviava os seus discípulos em missão, o Evangelho deste domingo, por sua vez, apresenta-nos o regresso dos “enviados” (que é, como já aqui vimos, o significado da palavra “apóstolos”). A missão correu bem e os “apóstolos” estão entusiasmados, mas naturalmente cansados. Jesus diz-lhes então: “Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco”.

Sabe bem escutar este convite feito por Jesus aos seus amigos e descobrir que o descanso merecido também é “evangélico”. O tempo do descanso não é diabólico e nem sequer desperdiçado, pois sem descanso não é possível viver bem. Aliás, este convite é quase um grito de alerta contra o ativismo exagerado, que destrói as forças do corpo e do espírito e pode levar sacerdotes e leigos a perder o sentido da missão.

 

O convite de Jesus recorda-me também este magnífico hino que encontramos no terceiro capítulo do livro do Eclesiastes:

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa:

tempo para nascer e tempo para morrer,

tempo para plantar e tempo para colher,

tempo para chorar e tempo para rir,

tempo para se lamentar e tempo para dançar,

tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,

tempo para guardar e tempo para atirar fora,

tempo para calar e tempo para falar

tempo para trabalhar e tempo para descansar.

 

É um hino (uma oração) que nos ensina que todas as coisas têm o seu tempo! Confesso-vos que o último verso é da minha autoria… mas digam-me lá: depois de escutarmos o convite feito por Jesus, não apetece mesmo acrescentá-lo?

Boas férias e bom descanso!

 

 

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