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No Evangelho do próximo domingo, dia 16, encontramos um duro diálogo entre Pedro e Jesus. O velho pescador pede ao jovem messias que não assuste (e afaste) as pessoas com conversas de cruzes, morte e sacrifícios… Porém, Jesus coloca-o no seu lugar (o lugar do discípulo) e distancia-se de todos os “gurus” e falsos profetas a quem apenas interessa agradar às multidões e ter muitos adeptos. A Ele interessa uma coisa: revelar a Verdade.

«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».

Realmente, é bem estranha esta lógica de opostos que nos recorda o jogo do “perde-ganha”, como quando jogamos às damas e vence quem dá a comer todas as peças. A reacção de Pedro não nos pode surpreender: é difícil acreditar que estas sejam as regras do jogo. No entanto, foi o próprio “árbitro” a informar-nos!

A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos muito dinheiro, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões. A lógica de Jesus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, na solidariedade.

Para que não houvesse dúvidas, o árbitro tornou-se jogador e a Palavra fez-se carne, fez-se vida: para que pudéssemos, não só escutar, mas ver e acreditar. Acreditar que a verdadeira vitória é renúncia amorosa, a verdadeira glória é humildade digna e o verdadeiro Deus é Pai de misericórdia, Jesus crucificado e Espírito que se doa.

 

 

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