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Um filme para refletir sobre futebol, refugiados e clonagem, uma escultura para ver e ouvir, e um concerto de histórias são as propostas portuguesas para a Semana das Culturas Estrangeiras em Paris.

O evento, que arrancou na sexta-feira, dia 21, e decorre até 30 de setembro, é organizado pelo Fórum dos Institutos Culturais Estrangeiros em Paris (FICEP), dos quais faz parte o Centro Cultural Português – Instituto Camões.

Na programação portuguesa, foram escolhidos o filme “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, uma performance do “músico-escultor plástico-sonoro” Ricardo de Barros Oliveira e um ateliê de “histórias-concertos”, de Sérgio Pélágio e Isabel Gaivão.

“Diamantino”, que venceu, em maio, o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes, vai ser exibido no Instituto Goethe, a 24 de setembro, dois meses antes de chegar às salas de cinema francesas, a 28 de novembro (a estreia em Portugal está marcada para 15 de novembro).

A 27 de setembro, no Centro Cultural da Sérvia, é a vez da criação plástica e sonora de João Ricardo de Barros Oliveira, “Cactus Sonorus”, “uma escultura para ouvir e ver”, a partir da orquestração de cactos.

A 26 de setembro, a programação portuguesa visa um público jovem com as “Histórias Magnéticas”, um projeto de composição de histórias infantis que vão ser interpretadas por Sérgio Pélágio (guitarra elétrica) e Isabel Gaivão (voz), no Collège Henri Cahn, em Bry-sur-Marne, nos arredores de Paris.

O tema desta edição da Semana das Culturas Estrangeiras, “Digital e Realidade Virtual”, foi “o pretexto vago mas certo” para as escolhas de João Pinharanda (na foto), Diretor do Centro Cultural Português do Instituto Camões em Paris.

“Arranjei este pequeno pretexto para passar um grande filme. ‘Diamantino’ toca imensos assuntos, desde o futebol, abordado de forma irónica, à subida do nacionalismo e do racismo, à chegada de refugiados à Europa, às questões sobre a arte e o género. E no meio disto tudo, há uma referência também às manipulações que a ciência atual faz ao corpo humano, nomeadamente com a clonagem”, justificou João Pinharanda.

A primeira longa-metragem de ficção de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt conta a história de Diamantino, interpretado pelo ator Carloto Cotta, uma superestrela do futebol mundial, cuja carreira cai em desgraça e “entra numa odisseia delirante, que envolve neofascismo, crise dos refugiados, modificação genética e a busca pela origem da genialidade”, de acordo com a sinopse do filme.

O Diretor do Centro Camões de Paris acrescentou que escolheu, também, João Ricardo de Barros Oliveira por ser “um artista que trabalha na música experimental e acústica, que faz música, nomeadamente, a partir de coisas recuperadas, como aspiradores” e que vai apresentar “um trabalho feito com cactos verdadeiros cujos picos estão ligados a terminais elétricos e que produzem música quando manipulados”.

 

 

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