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Isabel Borges Voltine, suplente do Deputado do PAICV eleito pelo círculo eleitoral da Europa para o Parlamento de Cabo Verde, disse ao LusoJornal que a Lei da Paridade que está a preparar-se em Cabo Verde é “necessária” e dentro de uma geração a paridade será uma realidade.

“Esta Lei para mim era necessária porque a sociedade caboverdiana é construída com base nas mulheres. As mulheres sempre estiveram em todas as frentes, por exemplo na luta pela libertação. O núcleo familiar em Cabo Verde é essencialmente feminino, por questões de emigração” explica a Deputada suplente.

Isabel Borges Voltine, que reside na região parisiense, considera que em Cabo Verde “as mulheres sempre estiveram ativas na família e na sociedade. Quando Cabo Verde canta, canta a terra e canta a mãe. Não é por nada, é porque a mãe tem uma grande importância”.

A representante do PAICV em França diz que “nós estamos no poder, mas ainda não temos o título” e considera mesmo que “o título ainda fica mal quando é uma mulher, mas nós vamos trabalhar para que isso já não seja uma realidade. O estereótipo vai saltar. Estamos cá para isso. A nossa geração está a romper, estamos a partir, estamos só a dar o toque final que faz com que a mudança definitiva vai fazer-se na geração da minha filha”.

Isabel Borges Voltine admite que em França, as associações de Caboverdianos tem muitas mulheres ativas, “embora muitas vezes o título de responsável tem de ir para um homem. Tudo se faz com as mulheres, mas uma boa parte fica nos homens”.

Também o PAICV, o partido no qual milita e pelo qual se candidatou às últimas eleições legislativas, apresentou uma lista com um homem e três mulheres. Mas o cabeça de lista – o único Deputado eleito pelo PAICV por este círculo eleitoral – é um homem, Francisco Pereira.

 

 

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