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A associação Wonder Augustine, presidida por Steeve de Matos, anunciou ontem a morte de Augustine, a menina lusodescendente que lutava contra um tumor cerebral.

“Wonder Augustine partiu… Tranquilamente, ao som da sua música (Dumbo de Vianney), desde as primeiras notas, a sua respiração parou… Nós estávamos com ela…” escrevem os pais da criança, originários de Guimarães. “Fui a primeira e a última pessoa a te ter abraçado. O caminho vai ser difícil sem ti” escreve a mãe; Pauline, com emoção.

A doença rara foi diagnosticada em julho e em poucos tornou-se mortal. Numa primeira fase a criança, com apenas quatro anos, começou por cair, desequilibrada, até que teve de ser internada com um “glioma pontino intrínseco difuso”, um cancro raro praticamente incurável porque se alberga no cérebro, precisamente na área onde são geridas as funções como andar, falar, ver ou comer. É impossível operar.

Em poucas semanas foi criada a associação Wonder Augustine – porque a menina era fã da série Wonder Woman – para recolha de fundos para pagamento do tratamento. “Ficas para sempre nos nossos corações e nas nossas memórias” escrevia ontem o Presidente da Associação, Steeve de Matos. “Através de ti, para ti e para todas as outras crianças, continuarei este combate, cada vez mais forte, cada vez mais longe. Deixo-te esta promessa”. A associação pretende sensibilizar para a existência de doenças raras e servir como forma de pressão para que seja feito um maior investimento financeiro no tratamento deste tipo de problemas de saúde.

 

 

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