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Concerto de Fado quer dar “nova vida” à geminação entre Marly-le-Roi e Viseu

LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha LusoJornal / Mário Cantarinha

Um concerto de Fado com Nina Tavares, Jennyfer Rainho e Lauriano Braz, quer marcar um “novo ciclo” na geminação entre Marly-le-Roi (78) e Viseu. O concerto teve lugar na Sala de festas de Marly-le-Roi e foi organizado pela Secção portuguesa da associação Les Amis du Jumelage daquela cidade dos arredores de Paris.

“Esta geminação com Viseu já tem 24 anos” confirma Jean-Yves Perrot, o Maire de Marly. “Foi assinada pelo Maire na altura, que não foi um bom Maire para a cidade de Marly, mas esta assinatura de uma geminação com Viseu foi uma boa iniciativa. Quando assumi as minhas funções, dei uma grande importância a esta geminação, tal como dei às outras duas geminações que Marly-le-Roi tem, com uma cidade alemã e outra inglesa”.

Jean-Yves Perrot considera que esta geminação com Viseu “tem como base uma forte população portuguesa e franco-portuguesa que reside na cidade, uma Comunidade bastante unida, dinâmica, com associações, com as suas tradições, os seus cantos, uma cultura, uma maneira de ser à qual somos muito sensíveis” diz ao LusoJornal.

O concerto de Fado foi organizado pela associação Les Amis du Jumelage e em particular pela Secção de Portugal. Jean-Didier Clemençon assumiu a Vice-Presidência da associação “para que esta geminação entre Marly-le-Roi e Viseu viva” confessa ao LusoJornal e diz que “este concerto é o lançamento de um novo ciclo das nossas relações”.

“Eu gosto muito de Fado, vivi alguns anos em Lisboa e para mim o Fado é a nossa cultura” diz Susana dos Santos, membro da associação Les Amis du Jumelage e principal impulsionadora deste concerto. “Eu gostava de partilhar esta cultura com os Portugueses, mas também com os Franceses. Não foi fácil, mas conseguimos” entusiasmada.

«Reconheço o importante trabalho da associação Les Amis du Jumelage” diz o Maire da cidade. “Organizar uma noite como esta dá muito trabalho, traz muita apreensão, mas esta noite foi um autêntico sucesso. Quero felicitar o trabalho dos organizadores”.

As cerca de 150 pessoas presentes, saborearam um prato português, servido pelo “traiteur” Tradições de Portugal, e mantiveram-se em silêncio religioso enquanto se cantou o fado. Pelo palco passaram Nina Tavares, Jennyfer Rainho e Lauriano Braz, acompanhados à guitarra portuguesa por Manuel Miranda e à viola de fado por Ana Luísa.

“Não só partilhamos uma gastronomia de exceção, mas também viemos descobrir a riqueza do património à volta do Fado” diz o Maire Jean-Yves Perrot ao LusoJornal. “O Fado não é apenas um canto melancólico, cheio de saudade, pode ser alegre e popular. E quando falo de Fado, na realidade há dois Fados, o de Lisboa e o de Coimbra, e os dois estão inscritos na lista do património imaterial da Unesco. E merecem ter essa distinção” afirma o autarca.

Susana dos Santos é natural de S. João da Pequeira e quer organizar uma viagem pelo Douro em 2019. “O Douro é a minha outra paixão” confessa ao LusoJornal.

Jean-Didier Clemençon quer ir a Portugal no próximo ano para coordenar “uma viagem de pessoas de Viseu que queiram vir descobrir a nossa linda cidade de Marly-le-Roi”.

E o Maire da cidade convidou o Presidente da Câmara de Viseu para estar presente, no próximo dia 11 de novembro, nas cerimónias comemorativas do centenário do Armistício da I Guerra Mundial, tal como convidou os autarcas das outras cidades com as quais Marly-le-Roi está geminada, na Alemanha e na Inglaterra. “Conto muito que o Presidente da Câmara de Viseu esteja presente e reforço este convite através do vosso jornal” disse Jean-Yves Perrot ao LusoJornal.

 

 

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