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Centenário do Armistício de 1918 foi comemorado em Lisboa

Lusa / António Pedro Santos Lusa / António Pedro Santos Lusa / António Pedro Santos Lusa / António Pedro Santos

O Centenário do Armistício da Grande Guerra foi assinalado no domingo passado, com o maior desfile militar desde há 100 anos na Avenida da Liberdade, em Lisboa, uma iniciativa que visa a “preservação da memória” e homenagear a paz.

O desfile foi organizado pela Liga dos Combatentes e pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), no qual participaram o Presidente da República, o Primeiro Ministro e o Ministro da Defesa, entre outras personalidades.

O porta-voz do EMGFA, Comandante Coelho Dias, confirmou que desfilaram mais de 4.500 militares e polícias na desfilar na Avenida, e foi o maior “desde há cem anos”, sublinhando que o propósito é “homenagear a paz” e “honrar a memória” dos cem mil portugueses que combateram na I Guerra Mundial (1914/1918) e os 7.500 que morreram no conflito. “Honrar a memória”, prestar “a devida homenagem e estimular o orgulho nacional” é também “um ato de cidadania”, disse o porta-voz do EMGFA, chefiado pelo Almirante António Silva Ribeiro.

O Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas discursou na cerimónia militar, depois de depositar uma coroa de flores no monumento aos combatentes da Grande Guerra, durante a qual combateram 111 mil militares portugueses e morreram “mais de oito mil”.

Marcelo Rebelo de Sousa invocou os que “combateram pela compreensão contra o ódio”, por uma “Europa aberta contra uma Europa fechada” e disse que há uma lição de há cem anos para aprender. “Esses heróis nos convocam a aprender a lição de há cem anos. Não toleraremos que se repita a sangrenta divisão da Europa. Não toleraremos que se repita o perder-se a paz ganha com tantas mortes às mortes de aventureiros criadores de novas guerras”, disse.

O chefe do Estado defendeu que “hoje mais do que nunca” é necessário “afirmar os valores” que identificam Portugal “como nação na relação fraterna com as nações aliadas e amigas”, o primeiro dos quais “é a dignidade da pessoa humana”.

“Hoje mais do que nunca queremos celebrar as Forças Armadas. Sem vós, militares de Portugal, sem o vosso prestígio, sem o respeito e admiração pela vossa missão insubstituível não há liberdade, nem segurança, nem democracia, nem paz que possam vingar”, enalteceu.

A cerimónia militar integrou 3.437 militares das Forças Armadas, 390 militares da GNR, 390 polícias da PSP, 160 antigos combatentes, 80 militares de forças estrangeiras – Alemanha, Estados Unidos da América, França e Reino Unido -, e 180 alunos do Colégio Militar e dos Pupilos do Exército. Contou ainda com 111 viaturas e motos das forças de segurança, 86 cavalos e 78 viaturas das Forças Armadas. A completar o dispositivo da cerimónia, houve uma componente naval, com uma fragata e um navio de patrulha oceânico fundeados no Tejo, e a formação de aeronaves F-16, numa passagem aérea durante a homenagem aos mortos.

Portugal participou na Grande Guerra com cerca de cem mil homens ao lado dos Aliados, enviando para a frente ocidental o Corpo Expedicionário Português, em 1917. Os soldados portugueses estiveram presentes na frente de Angola, em 1914-1915, em Moçambique, entre 1914 e 1918, e em França, em 1917 e 1918.

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