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Folclore: Borda d’Água de Chaville organizou Festival e apresentou ensaiadora com 17 anos

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A Associação Cultural dos Portugueses de Chaville organizou no domingo passado mais uma edição do seu Festival de folclore português no Gymnase Colette Besson, Stade Léo Lagrange, naquela cidade dos arredores de Paris.

Para além do grupo da casa – o Borda d’Água de Chaville – participaram ainda os grupos Estrelas Douradas de Versailles, Amizades e Sorrisos de Clamart e Herdeiros do Alto Minho de Neuilly-Plaisance. O grupo Saudades da Nossa Terra de Aubergenville, anunciado pela organização, teve um impedimento e não participou.

A ACP de Chaville foi criada em 1979 e um ano depois começou a organizar este Festival de folclore que já vai na 38ª edição. “Há 38 anos que temos folclore português em Chaville” confirma o Presidente Amândio do Carmo que diz ter “herdado” a presidência da associação do seu fundador Francisco Pereira. “Francisco Pereira esteve muitos anos em Chaville, criou a associação quando trabalhava no Consulado. Depois foi para Espanha e há 18 anos que sou Presidente” explica ao LusoJornal.

Este Festival marcou o regresso do grupo da casa à atividade folclórica. Desde o Festival do ano passado que o grupo não atuava. “Diziam que o grupo de Chaville tinha acabado, mas não acabou. Depois do nosso Festival do ano passado não saímos porque não tínhamos elementos que chegassem” comenta o Presidente, mas garante que “era uma coisa que faltava em Chaville, faltava-me a mim e a nós todos”.

O Presidente da coletividade considera que agora o grupo está em condições de sair, com muitos elementos jovens e com uma nova ensaiadora, com apenas… 17 anos.

 

Carolina Quintela a ensaiadora mais jovem de todos os grupos de folclore

Para ensaiar o grupo, Amândio do Carmo convidou a jovem lusodescendente Carolina Quintela, filha de Joaquim Quintela, membro da associação.

“Desde pequenina que danço neste rancho. Os meus pais tiveram de parar porque o meu pai teve uns problemas nos joelhos, mas eu retomei com 11 anos com a minha tia que dançava no grupo” explica Carolina Quintela ao LusoJornal. “Adoro dançar, desde pequenina, já dancei em ranchos do Minho, aliás durante 4 anos alternei entre dois ranchos folclóricos, um do Minho e este do Ribatejo. Adoro a dança portuguesa” diz em francês.

Quando o grupo estava “em baixo”, confessa que sentiu a falta do folclore em Chaville e refere que muitos jovens estavam na mesma situação. “Há muitos jovens apaixonados pelo folclore”. Foi o que lhe fez “ganhar energia”.

Confessa que “por vezes é difícil impor a minha autoridade. O mais complicado é com os mais velhos porque sou a mais nova ensaiadora. Mas tenho-me saído bem”.

O público também achou que o grupo estava à altura das espectativas e aplaudiu o trabalho de Carolina Quintela.

Embora ainda seja estudante, confessa que dá muito tempo ao folclore. “Tenho de gerir os ensaios, quando os músicos não podem estar, temos de gravar os temas, quando saímos, temos de fazer o alinhamento das músicas, saber quem está disponível e constituir os pares. É difícil, mas quando se gosta, não se conta o esforço” diz a sorrir ao LusoJornal.

“A maior parte dos elementos do rancho são jovens” afirma o Presidente Amândio do Carmo. “E é com eles que queremos levar isto para a frente”.

“No Ribatejo sempre nos faltaram rapazes. No grupo temos 14 raparigas a dançar para 6 rapazes” lamentou Carolina Quintela, deixando o apelo para quem queira integrar o Borda d’Água de Chaville.

Em cima do palco, o elemento mais pequeno tem apenas 8 meses e vai ao colo da mãe, mas já vai trajada a rigor. O público aplaudiu fortemente a pequena dançarina de 3 anos. “Os pais fazem parte da associação, uma tia dança e outra é a Secretária da Direção” justifica Amândio do Carmo.

Os ensaios têm lugar aos sábados, das 21h30 às 23h30, e o contacto para eventuais candidatos a integrar o grupo é 06.71.60.60.79. “Quem quiser vir, as portas estão abertas, contactem-nos” diz o Presidente.

O próximo evento da associação é a Festa de Natal, depois a Passagem do Ano e o Carnaval,… “Temos várias festas por ano” garante o Presidente da associação, visivelmente contente por ter tido muita gente no Festival de folclore e por ter conseguido relançar o grupo Borda d’Água.

 

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