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No dia 4 de fevereiro de 1994, em Nova Iorque, Madre Teresa de Calcutá encontrou alguns dos mais importantes políticos americanos, entre os quais, o então presidente Bill Clinton e o seu Vice-Presidente Al Gore. Nesse encontro histórico, Madre Teresa cunhou uma expressão que nos ajuda a compreender o Evangelho do próximo domingo: «Doar tem que doer». Se não dói quando damos, isso significa que ainda não doámos realmente nada. Demos do que sobrava; partilhámos apenas o que sobejava e a nossa vida não foi minimamente tocada por esse gesto. Madre Teresa dizia também que «o importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá», e que «amar significa estar disposto a doar-se até que doa».

No próximo dia 11, o Evangelho apresenta-nos dois casos bem distintos. Em primeiro lugar, é descrito o comportamento dos escribas e dos ricos: sempre sedentos de lucro, não fazem nada sem segundas intenções e exploram tudo e todos (até mesmo uma esmola) em troca de um momento de glória, um aplauso, um elogio. O segundo caso corresponde a uma pobre viúva que depositou na caixa das esmolas do templo tudo o que possuía: duas pequenas moedas. Ninguém reparou no gesto da viúva. Ninguém, exceto Jesus. E para Ele (para Deus) aqueles dois tostões foram o dom mais importante, pois nenhuma outra esmola foi dada com tanta gratuidade, totalidade e sacrifício.

Este Evangelho ensina-nos que o verdadeiro cristão não é o que cultiva gestos teatrais e espampanantes, que impressionam as multidões e que são aplaudidos pelos homens. Verdadeiro cristão é quem, no segredo – livremente e gratuitamente – ajuda os irmãos mais pobres, partilhando tudo o que tem e não apenas o que sobeja. Doa a quem doer!

 

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