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A Secção do Partido Socialista português de Paris mudou de nome e passa a chamar-se a partir de agora Secção do Partido Socialista português de Paris e de Île-de-France. Os militantes aprovaram por unanimidade esta mudança no sábado passado, dia 3 de novembro.

Para mais, a Secção do PS dos Yvelines, que coabitava até aqui com a de Paris, desaparece para ficar apenas uma única Secção cobrindo toda a região Île-de-France.

“Qualquer Português residente na região parisiense poderá, desde agora, aderir a esta Secção” explica ao LusoJornal António Oliveira, Secretário-Coordenador da Secção.

Desde há muito que o nome da Secção já não se adaptava à realidade já que alguns dos seus militantes não residem propriamente em Paris, mas sim em várias outras cidades da região parisiense, em Île-de-France. “Trata-se, portanto, de alterar o nome de maneira a que o nome seja conforme à realidade dos seus militantes e também de dar a possibilidade a todos os que o desejarem, habitando na região parisiense, de poderem aderir” afirma António Oliveira.

Se a mudança de nome se impunha para alguns, havia, porém, quem evocasse razões históricas. “A Secção de Paris tem uma grande e longa história! Foi fundada no mesmo ano da criação do Partido Socialista português por Mário Soares e seus camaradas, na Alemanha. Um dos fundadores do Partido Socialista, Tito Morais, foi o primeiro militante desta Secção. É por essa razão que era primordial para os militantes de conservar o nome de Paris e que não se criasse uma nova Secção”.

António Oliveira defende que “ao longo destes 45 anos, a Secção do PS português de Paris sempre acompanhou a vivência dos Portugueses em França e foi uma incansável porta-voz das suas revindicações” e evoca mesmo como “uma das vitórias alcançadas ultimamente”, a alteração da Lei eleitoral para os Portugueses residentes no estrangeiro que passarão a estar inscritos automaticamente nas listas eleitorais. “Só não vota, portanto, quem não quer!”

Numa nota enviada às redações depois da reunião de sábado, António Oliveira explica que “em 2019 poderão votar para as eleições Europeias, no 26 de maio, e para as Legislativas provavelmente em outubro. Todos os que estiverem inscritos vão receber uma carta com porte pago. Basta fazer uma cruz no Partido da sua preferência, se for no Partido Socialista, melhor ainda, e enviar por correio. Nada mais fácil”!

Os Partidos políticos portugueses batem-se contra uma abstenção enorme nas mesas de voto nas Comunidades. “Por vezes muitos concidadãos pensam que não é importante votar porque vivem no estrangeiro e o que se passa em Portugal está longe das suas preocupações. Isso talvez fosse verdade antigamente. Hoje, todos os que o desejarem podem estar informados com o que se passa em tempo real. Muitos possuem bens materiais, contas nos bancos, os mais idosos vivem entre cá e lá e as leis que são tomadas dizem-lhes respeito para não falar nos familiares que vivem em Portugal” argumenta o Secretário-Coordenador da Secção do PS de Paris e Île-de-France. “Com a alteração da lei, é crucial votar e mostrar o interesse pela vida parlamentar. Até agora estavam recenseados nas listas eleitorais em França 55 mil, com a alteração da lei vão passar a estar inscritos 400 mil. A nível mundial, estavam 318 mil e vão passar a estar 1 milhão e 400 mil”.

Mas António Oliveira vai mais longe e fala já de “mais peso eleitoral” dos Portugueses no estrangeiro. “O voto no estrangeiro até agora era insignificante e por isso pouca importância se dava à participação dos Portugueses residentes no estrangeiro e a prova disso é que só 4 Deputados representam 5 milhões de portugueses, isto é 1/3 dos Portugueses residentes no estrangeiro! Com a alteração da lei, proposta pelo Governo socialista de António Costa e reivindicada desde há muito pela Secção de Paris que tanto se regozija com essa mudança, os Portugueses residentes no estrangeiro passam a ter mais peso eleitoral e passam a ser uma verdadeira força de proposta, mas para isso é preciso votar. Com um voto massivo, poder-se-á exigir mais Deputados para defender os interesses dos Portugueses no estrangeiro”.

O Secretário-Coordenador do PS em Paris e Île-de-France vai mesmo a comparar com a França que “com 2,5 milhões de Franceses no estrangeiro sobre 68 milhões de Franceses, tem 11 Deputados no Parlamento e Portugal apenas 4”!

A nota do PS acaba com um apelo: “Caros concidadãos, se quiserem que não se esqueçam de si, não se esqueça de votar”.

 

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