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Soldados portugueses da Guerra 14-18 recordados na região do Tarn

Philippe BonnetPhilippe BonnetPhilippe Bonnet LusoJornal / Manuel André

Diz o provérbio “Quem vai à guerra, dá e leva”, mas quem provoca as guerras, nem sempre está na linha da frente e na maior carnificina que a humanidade já enfrentou. Portugal também participou.

No ano do Centenário do fim da I Guerra Mundial, era importante lembrar e dar a conhecer, não só aos Portugueses residentes em Occitanie, mas também aos Franceses, os milhares de soldados lusitanos que lutaram ao lado dos Aliados, e que cada país, tem nos livros de história as suas páginas mais gloriosas, mas também as mais dolorosas.

“No mês de março, a vinda do Senhor Manuel Dias Vaz, sociólogo e vice-Presidente do Comité National Français en Hommage à Aristisdes de Sousa Mendes, ao Liceu Las Cases em Lavaur, que aceitou gratuitamente de se deslocar e fazer várias conferências sobre o papel heróico do então vice-Cônsul de Portugal em Bordeaux, durante a segunda guerra mundial, foi primordial para a organização das exposições que se seguiram sobre o Corpo Expedicionário Português” disse Ana Maria Fernandes ao LusoJornal. “Manuel Dias Vaz teve a boa ideia de me dar a conhecer uma brochura – Les Portugais dans la Grande Guerre 1914-1918 – catálogo de uma exposição de fotografias e textos sobre a presença dos soldados portugueses no primeiro conflito mundial”, começou por dizer.

Foi especificamente sobre esta temática que a exposição itinerante produzida e organizada pelo Comité National Français en Hommage à Aristisdes de Sousa Mendes, chegou no mês de outubro, a duas cidades do Tarn, Lavaur e Graulhet, com a participação e colaboração de Ana Maria Fernandes, professora de português no Liceu Vauréen, e António Fernandes, professor de ensino primário francês.

Depois de estar inicialmente visível durante os primeiros dias no Liceu, o ciclo escolar da exposição foi fechado com 3 conferências animadas por Valentin Fernandes, especialista em pesquisas sobre o Corpo Expedicionário Português, que se deslocou de Bordeaux, representando o Comité organizador, seguindo no mesmo dia para a Médiathèque Marguerite Yourcenar de Graulhet.

“O apoio da Municipalidade de Graulhet, e a contribuição financeira da Associação Mémoire Sociale Graulhétoise foram determinantes para a continuidade da exposição na Médiathèque da cidade, permitindo assim uma maior visibilidade para população local, numa aglomeração aonde há muitos Portugueses e lusodescendentes. Cem anos após a assinatura do Armistício, foi uma boa oportunidade para dar ao conhecimento ou relembrar, a presença militar e civil de Portugal no primeiro conflito mundial, através de fotografias e documentos escritos da época”, argumentou António Fernandes.

Gratuita, com a presença de Claude Albouy – Maire Adjointe com o pelouro da cultura na Mairie de Graulhet – a exposição começou com uma conferência animada por Ana Maria, António e Valentim Fernandes, e durante 12 dias permitiu aos cidadãos da região de constatar a participação portuguesa na Guerra de 14-18.

Um dever de memória cumprido na região do Tarn.

 

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