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Única presença portuguesa na grande mostra da fotografia mundial, Paris Photo, a Galeria Carlos Carvalho, sediada em Lisboa, apostou em obras de cinco artistas portuguesas para continuar a impressionar este salão internacional e mostrar “um trabalho de qualidade”.

A 22ª edição do Paris Photo reuniu, até domingo, 11 de novembro, no Grand Palais, em Paris, 199 galerias de fotografia de 28 países, no que é considerado um dos mais prestigiados salões de fotografia no Mundo. Portugal esteve representado através da Galeria Carlos Carvalho que marcou presença numa das alas mais movimentadas da mostra.

“Desta vez trazemos cinco artistas e peças diferenciadas. Queremos manter um trabalho de qualidade. Esta é uma feira mítica, incontornável e a mais importante a nível mundial”, disse Carlos Carvalho, em declarações à Lusa.

“Pantheon III”, de Daniel Blaukuks, “Beirut 06”, de José Maçãs de Carvalho, “Cinema Karl Marx”, de Mónica de Miranda, “Binding #7”, de Noé Sendas, e “To Find/To Search/To Recover”, de Tiago Casanova, são as principais propostas desta galeria lisboeta, na capital francesa.

Esta é a sexta participação da galeria portuguesa no Paris Photo e nada é deixado ao acaso. “A escolha das peças que trazemos é um longo processo de diálogo com os artistas e entre nós, a equipa. Do tipo de moldura ao posicionamento no stand, tudo é estudado ao milímetro. As peças têm uma ligação formal e criámos harmonia entre os artistas para que elas não se anulem”, afirmou Carlos Carvalho.

Também presentes na abertura desta mostra de fotografia estiveram três dos artistas representados: Daniel Blaufuks, Noé Sendas e Tiago Casanova.

O primeiro, Blaufuks, que esteve duplamente representado, marcando presença também com uma peça na galeria francesa Jean-Kenta Gauthier, considerou, em declarações à Lusa, a Paris Photo como “um lugar de encontros com o Mundo inteiro”. “É o momento alto do ano e um momento de reunião com pessoas que só vejo uma vez por ano, pessoas que já conheço, mas também pessoas que vou descobrir”, disse o artista, Prémio BES Photo 2006, que já vai na sua quarta presença nesta mostra da capital francesa.

Noé Sendas foi outro repetente. Trabalhando a imagem como escultor, o artista encomendou durante vários meses o mesmo livro e fez várias colagens, algumas montadas em peças de madeira, que expõe pela primeira vez nesta edição do certame. “Tenho uma experiência muita boa na Paris Photo, há vendas, mas há um interesse grande de pessoas que ao longo do ano entram em contacto connosco para desenvolver novos trabalhos”, revelou Sendas à Lusa.

Já Tiago Casanova, prémio BES Revelação 2012, expos no Paris Photo pela primeira vez. “Claro que há o objetivo comercial, mas o objetivo pessoal é conhecer pessoas, mostrar o meu trabalho, falar com curadores e diretores de museus que possam estar interessados no que faço, e ver também os trabalhos dos outros”, disse o artista à Lusa.

A edição de 2017 da Paris Photo contou com a presença de mais de 64 mil pessoas e com números recordes de vendas.

 

 

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