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Queridas e queridos Camaradas,

Não imaginam a alegria que é para as Portuguesas e os Portugueses de fora, de que faço parte, poder sentir ao vivo a vossa alegria e o vosso entusiasmo, o vosso orgulho pelos mínimos conseguidos, a vossa determinação em alcançar os máximos.

Eis o que nos conforta e nos dá segurança e alento: saber que em Portugal há uma força política – o Bloco de Esquerda – que não capitula, não abdica, não desiste, defende intransigentemente o país e o povo português.

Esse povo é bem mais vasto do que o que contêm as fronteiras, pois nele estão incluídos e incluídas todos aqueles e todas aquelas que, ao longo dos anos, tiveram de partir à busca de melhores condições de vida e de trabalho. Esse povo é o de dentro e de fora.

Ora bem, também para os Portugueses de fora, o trabalho do Bloco de Esquerda foi importante durante esta Legislatura e cito dois exemplos:

– A força de proposta que foi o Bloco e o papel ativo que desempenhou na alteração de uma Lei eleitoral iníqua para os emigrantes. Hoje os entraves ao recenseamento eleitoral foram praticamente removidos, colocando os Portugueses de fora numa situação de quase-igualdade em relação aos Portugueses de dentro. Amanhã, os emigrantes poderão votar nas eleições legislativas gratuitamente e isso também se ficará a dever à vontade e ao empenho do Bloco de Esquerda.

– Darei, como segundo exemplo, o apoio que o Bloco deu à luta dos trabalhadores da CGD em França, uma luta cerrada, uma greve que durou dois meses e meio. Pois bem, o Bloco, através da Deputada Mariana Mortágua e do Deputado Moisés Ferreira, foi das assembleias gerais de trabalhadores para apoiar a luta contra a privatização da Sucursal de França e a manutenção do serviço público da banca àquela que é a maior Comunidade portuguesa da Europa e uma das maiores Comunidades portuguesas do mundo.

Hoje é com imenso carinho e gratidão que os trabalhadores e as trabalhadoras da banca pública em França falam da Mariana e do Moisés, da sua atitude solidária e digna, a contrastar com a atitude com cheiro a bolor, a bafio, a Salazar que foi a do Deputado socialista eleito pela emigração, Paulo Pisco, que na audição da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), a uma delegação de trabalhadores da CGD França, atacou os trabalhadores e as trabalhadoras pela luta que travavam em defesa da banca pública.

Camaradas, nas últimas convenções, temos mostrado o nosso descontentamento por um certo ostracismo a que nos parecia que o Bloco de Esquerda tinha vindo a votar os emigrantes.

Lembro-me que eu própria, na nossa penúltima Convenção, disse que o Bloco de Esquerda era capaz de ser tudo, que sendo português, era capaz de ser ao mesmo tempo, grego e irlandês, espanhol e italiano, curdo, turco e palestiniano, mas que lhe faltava adquirir essa outra dimensão: a de ser emigrante.

Pois bem, neste momento, sou a primeira a dizer: hoje o Bloco também sabe ser emigrante!

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Delegadas de França à XI Convenção do Bloco de Esquerda

Cristina Branco e Cristina Semblano foram as delegadas de França pela Moção A na XI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda que se realizou nos passados dias 10 e 11 de novembro, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.

Cristina Semblano foi reeleita para a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, όrgão máximo de Direção do Partido entre convenções. A nova Mesa Nacional conta 70 membros eleitos pela Moção A “Um Bloco mais forte para mudar o país”, que foi largamente maioritária e 10 membros eleitos pela Moção M.

 

 

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