Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

A Solenidade de Cristo Rei, que celebraremos no próximo domingo, é uma festa relativamente jovem: foi instituída há apenas 93 anos, em 1925…

Em janeiro de 1925, Benito Mussolini, instaurava definitivamente em Itália a ditadura fascista.

Em 18 de julho de 1925, Adolf Hitler publicava o primeiro volume de Mein Kampf (“A minha luta”); um livro que mais tarde será apelidado por muitos como a “Bíblia Nazista”.

Em dezembro de 1925, Josef Stalin emerge no XIV Congresso do Partido Comunista como a nova figura dominante da política soviética.

É neste contexto histórico que no dia 11 de dezembro de 1925, o Papa Pio XI introduz no calendário litúrgico a “Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo”, uma data que pretende ser um grito de rebelião contra todos os tipos de absolutismo e totalitarismo; uma forma de oposição aos falsos “messias” e aos seus cultos da personalidade; uma forma de contrastar a propaganda ideológica e o exacerbado nacionalismo que se difundia.

Em 2018, ano em que emergem novas figuras autocratas e novas tendências fascistas, esta Solenidade deverá redescobrir o seu significado original e recordar-nos que apenas um reino e um rei merecem a nossa total devoção: o Reino de Deus, fundado sob os valores da justiça, do amor e da paz.

Ao longo dos séculos, foram muitos os que tentaram adulterar a imagem do Reino de Deus em benefício da própria agenda política e económica, mas uma leitura atenta do Evangelho não deixa espaço para dúvidas: o carpinteiro da Galileia é um rei desarmado! A sua autoridade provém do exemplo de vida e o seu reinado não se pode impor, mas apenas propor, pois corresponde, acima de tudo, à conversão pessoal de cada um de nós.

 

 

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 2 Votos
9.6
X