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Abriram Gabinetes de Apoio ao Emigrante la Lourinhã e em Aljustrel

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O número de Gabinetes de Apoio ao Emigrante em todo o país vai aumentar para 145, com a criação em Aljustrel de um espaço que visa responder a questões jurídicas, económicas e de investimento a munícipes que tenham estado emigrados.

Com a criação do GAE em Aljustrel, que sucede ao da Lourinhã, na quinta-feira da semana passada, o Governo está mais próximo de atingir a meta de 150 espaços no país até final desta legislatura.

“Se conseguirmos alcançar os 150 Gabinetes de Apoio ao Emigrante seria um passo muito significativo nas condições de apoio à saída e ao regresso dos Portugueses emigrados, seria uma meta excelente, e estou convencido que vai ser possível fazê-lo”, disse o Secretário de Estado da Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, em declarações à Lusa, na cerimónia de assinatura de um acordo para a criação de uma destas estruturas na Lourinhã.

O GAE de Aljustrel, no Alentejo, tem por missão apoiar os munícipes que tenham estado emigrados, que se encontrem em vias de regresso, que ainda residem nos países de acolhimento ou que pretendam iniciar um processo migratório.

José Luís Carneiro, e o Presidente da Câmara Municipal de Aljustrel, Nelson Brito, assinaram o acordo de cooperação. “Crescemos 45% em três anos”, frisou o governante.

Estes gabinetes visam responder às questões inerentes ao regresso e reinserção também nas vertentes social, de emprego e estudos, entre outras.

 

Emigrantes estão a regressar a Portugal

Dos 500 mil Portugueses que emigraram durante a crise, entre 2010 e 2015, 350 mil terão regressado a Portugal e outros querem regressar, estimou o Secretário de Estado na Lourinhã.

“Olhando para os números das saídas e dos regressos de 2016 e 2017, dos cerca de 500 mil portugueses que saíram entre 2010 e 2015, poderíamos apontar para um regresso ao país de 350 mil”, afirmou à Lusa José Luís Carneiro.

Acrescentou que 60% dos Portugueses que saíram do país “voltaram em períodos inferiores a um ano”, adiantou, defendendo que “são cada vez mais os Portugueses que querem regressar à sua terra de origem”.

Por comparação aos 80 mil que saíam todos os anos em média, o governante estimou uma quebra nas saídas de 20 mil Portugueses, de acordo com estatísticas divulgadas este ano, e de 10 mil em 2017, por comparação a 2016.

Além dos existentes em Portugal, o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a abrir GAE no estrangeiro para, explicou José Luís Carneiro, “aprofundar as relações de cidadania dos Portugueses dessas Comunidades com as instituições locais que, em primeira resposta, têm condições para apoiar a boa integração de Portugueses” que ainda estão no exterior.

“Criámos GAE em França, Alemanha, Reino Unido e Austrália e vou, até ao final deste mês de novembro ou princípio de dezembro, criar uma estrutura desta natureza no sul do Brasil”, adiantou José Luís Carneiro.

Em Portugal, os GAE têm como principal missão apoiar cidadãos que tenham estado emigrados, que ainda residam no país de acolhimento ou que pretendam iniciar o processo migratório. Segurança Social, assuntos fiscais, escolaridade ou reconhecimento de equivalências escolares ou académicas e apoio ao investimento são os serviços mais procurados por quem recorre a estes gabinetes.

 

 

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