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Uma exposição de pintura de Maguy Vaz está neste momento no Bistrôt La Maison, em Montmorency (95). Trata-se da primeira exposição individual desta artista radicada na região parisiense.

Os pais de Maguy Vaz são de Ponte da Barca, mas a artista já nasceu em França. “Vou sempre a Portugal nas férias, é o meu país. Sou francesa, mas sou portuguesa no coração e no sangue” confessa ao LusoJornal.

Maguy Vaz nunca estudou pintura, mas sempre desenhou, desde pequena. Há três anos decidiu pintar mais regularmente. “Os meus amigos estavam sempre a dizer que eu tinha talento, então comecei a pintar e apareceu muita gente interessada, comecei a vender”.

Entretanto, a pintora sonhava com uma exposição. Deixou de vender e começou a produzir para mostrar a obra em conjunto. Expõe agora, desde o dia 15 de novembro, 30 quadros neste bistrôt em pleno centro da cidade de Montmorency, numa rua reservada aos peões e num espaço de arte onde regularmente há exposições e concertos.

É uma exposição variada, onde a artista quer mostrar várias técnicas, todas em acrílico. “As minhas pinturas estão cheias de cores, porque acho que a vida tem de ser boa e quero que a gente seja feliz” diz ao LusoJornal.

Inspira-se nas viagens que faz pelo estrangeiro. “Gosto de descobrir culturas variadas em todo o mundo, mas também me inspiro na feminidade e, claro, também em Portugal”.

“Barquense”, por exemplo, é um quadro onde mostra Ponte da Barca, “porque é uma terra que tem muita importância para mim”, diz emocionada. Lá estão as uvas, para simbolizar o Vinho Verde que também caracteriza aquela região minhota, o Fernão de Magalhães, “porque dizem que ele era de Ponte da Barca. Eu não sei, mas acredito que sim” e o Jardim dos Poetas, o antigo mercado que representa bem a vila.

Não muito longe, no primeiro andar, está também um quadro onde Maguy Vaz representa o Fado, “porque gosto muito dessa música”. E quem sobe as escadas, à esquerda, estão quatro quadros gémeos de Lisboa, que a artista considera “a cidade mais bonita do mundo”. Lá estão os azulejos que a encantam, o elétrico, o Cristo Rei,… “São vários sítios, muitas coisas sobrepostas, porque gosto de ver as pessoas a olhar para os meus quadros à procura das coisas que eu escondi” diz a sorrir.

Mas Maguy também gosta de história da arte. Por isso, decidiu brincar com os mestres da pintura como Van Gogh, Godin, Renoir, Botticelli,… Revisitou obras clássicas da História da arte, mas deu-lhe um ar contemporâneo. Na “La nuit étoilée” de Van Gogh, introduziu elementos gráficos e contemporâneos, na “Naissance de Vénus” de Boticelli e no “Déjeuner des Cannotiers” de Renoir, as personagens são de 2018, embora a encenação seja a original. “Gosto de brincar” diz.

Maguy – diminutivo de Margarida – trabalha numa empresa de informática, onde é Chefe de produto, mas gostaria de ser pintora a tempo inteiro. No primeiro andar da cada onde reside, transformou uma das divisões num atelier de pintura. “Gosto de vir para aqui, de me isolar, e de criar. Depende da inspiração, mas pode acontecer vir para aqui todos os dias” conta ao LusoJornal.

No entanto, diz que não gosta de ficar “numa zona de conforto”. Por isso, está tentada pelo street-art. “Pintar as coisas em grande é um desafio ainda maior”.

Por enquanto, e até meados de dezembro, a exposição está patente ao público em Montmorency e depois, Maguy Vaz quer continuar a expor. “Porque eu gosto de mostrar as minhas pinturas e quero partilhar o que faço com as outras pessoas”.

 

Facebook: 50nuancesdemarguerite

Até meados de dezembro

 

Bistrôt La Maison

8 rue carnot

Montmorency (95)

 

 

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