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O Evangelho do próximo domingo, dia 2 de dezembro, quase parece uma profecia sobre o fim do mundo (atenção: quase…): «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima».

O “fim dos tempos” sempre despertou curiosidade e várias datas suscitaram ânsia na população mais crédula. Por exemplo: segundo o “profeta” americano, John Ballou Newbrough, o fim do mundo deveria ter sido em 1947. Para o reverendo Sun Myung Moon, líder da Igreja da Unificação, tudo devia de ter acabado em 1967. As Testemunhas de Jeová chegaram a afirmar que o fim do mundo seria em 1914… depois, 1918… depois, 1925… depois, 1975… e claro, no ano 2000. E com certeza que não esquecemos todo o rebuliço de há seis anos, quando muitos se convenceram que o mundo acabaria no dia 21 de dezembro de 2012 (qualquer palermice sobre o calendário Maia e o alinhamento dos planetas…).

Há duas semanas atrás falei-vos do género literário apocalíptico e de como estes textos, apesar das imagens espetaculares que frequentemente utilizam, não são previsões do futuro mas sim, mensagens de esperança!

O Evangelho de domingo insere-se plenamente nesse filão. Os sinais catastróficos apresentados são imagens tradicionalmente utilizadas pelos profetas antigos para falar do “dia do Senhor”, isto é, da ação de Deus que intervém na história para libertar o seu Povo da escravidão. O Evangelho é portanto um convite a vigiar, a não desperdiçar tempo com coisas inúteis, a não perder nunca a coragem e a esperança, mesmo nos momentos difíceis da nossa vida, porque a «libertação está próxima».

 

 

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