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Dois jogos sem derrotas é o balanço que tem o defesa-central português do Marseille, Rolando, desde o seu regresso aos terrenos. Neste domingo 2 de dezembro, a equipa do Sul da França empatou sem golos, em casa, frente ao Reims, enquanto na semana passada os Marselheses vencer por 1-3 na deslocação ao terreno do Amiens, em jogos a contar respetivamente para a 15ª e 14ª jornada do Campeonato francês da primeira divisão de futebol, a Ligue 1.

Rolando, internacional português de 33 anos, esteve parado cerca de seis meses por causa de uma lesão grave. Na passada semana o defesa-central regressou à competição e foi titular frente ao Amiens.

O LusoJornal esteve presente nesse regresso.

 

Como foi o regresso?

Foi muito bom após muitos meses fora. Ainda por cima regressei frente à equipa contra a qual me lesionei. É o destino. Foi bom. Estava à espera deste momento e preparei-me para isso. Queria voltar o mais rápido possível e consegui. Era previsto voltar em janeiro, tentei ao máximo e as coisas deram certo. Estou a desfrutar do momento, e com a vitória ainda melhor.

 

Foram seis meses difíceis?

O meu moral vive sempre lá em cima, não tenho problemas. No entanto às vezes foi difícil quando voltei com o grupo e fazia trabalho à parte. Eles tocam na bola e eu corria. Muitas vezes tinha vontade de tocar a bola, e de fazer os movimentos, mas quando fazia os movimentos sentia que ainda não estava recuperado. Aí sim foi um pouco duro, mas também sabia que o pior tinha passado e que estava cada vez mais perto do regresso. Agarrei-me a isso. Tudo correu bem.

 

Nesses meses de ausência acabou por passar de jogador criticado, a Messias?

O jogador profissional tem de estar preparado para as críticas tanto positivas como negativas. Quando são negativas, é necessário continuar a trabalhar, quando são positivas, temos de saborear mas não podemos esquecer de continuar a fazer o nosso trabalho. Houve sempre críticas. No entanto é normal haver esse discurso para recriar a dupla Rami-Rolando porque na época passada fizemos quase toda a temporada juntos. Quando corre mal, as pessoas procuram mudar, a humanidade é assim, e quando está bem, não há nada a explicar, está bem ponto final (risos). Quando algo está errado, há sempre culpados, mas desta vez estava fora (risos) e o culpado não podia ser eu. Isso tudo não me afeta em nada, estou tranquilo. Fico contente quando estou dentro das quatro linhas e consigo ajudar a equipa, isso é o mais importante. Vejo o positivo, tiro o positivo, e continuo a trabalhar.

 

O triunfo foi importante frente ao Amiens no seu regresso?

Quando se joga em último, conhecemos os resultados das outras equipas, e apesar de termos de vencer todos os jogos, já se fazem algumas continhas e sabíamos que podíamos recuperar um lugar, ficando mais próximos do pódio. Conseguimos alcançar a vitória mesmo começando mal. Sofremos um golo mas conseguimos dar a volta ao encontro. Era importantíssimo ganhar este jogo. Sabíamos que a jogar em casa, eles iam pressionar um pouco de início. Conseguiram marcar num ressalto e depois empolgaram-se, pressionando mais. No entanto estancamos o ataque deles e começamos a pegar na bola, ditando as regras. Houve o empate a uma bola, e depois tínhamos o controlo do jogo, era uma questão de tempo e de sermos mais eficazes à frente da baliza. Conseguimos e depois do segundo golo ficou tudo mais fácil.

 

A defesa com Rolando é diferente…

Apesar de termos sofrido o primeiro golo, voltamos a ver a equipa do ano passado que mesmo a perder, mesmo a sofrer, sabemos que podemos marcar a qualquer altura e podíamos dar a volta. Isso é importante. Temos confiança. Para mim também foi importante porque regressei e regressei com uma vitória, sendo muito mais fácil, mais tranquilo, trabalhar após triunfos.

 

A Liga dos Campeões é o objetivo do Marseille?

A Liga dos Campeões é o objetivo este ano. O projeto do clube era ir por etapas, mas estamos sempre um pouco à frente dessas etapas. Na época passada conseguimos um quarto lugar e alcançamos as competições europeias, muito perto da Liga dos Campeões. Mas este ano queremos a Liga dos Campeões, sem nenhuma dúvida. Sabemos que temos de estar no pódio e é para isso que vamos trabalhar. Se vamos conseguir não sei, mas espero bem que sim. Sabemos que temos adversários à nossa frente, pouco importa quem são, temos de os respeitar e fazer melhor do que eles para conseguir alcançar a Champions.

 

O Marseille ocupa o quinto lugar com 26 pontos, a um ponto do Lille, a dois do Lyon, e a três do Montpellier que está no segundo lugar do campeonato francês da primeira divisão de futebol, a Ligue 1. De notar que após o empate sem golos frente ao Reims, o Marseille volta a jogar nesta quarta-feira 5 de dezembro, deslocando-se ao terreno do FC Nantes.

 

 

 

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