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Lucas, o autor do Evangelho que nos acompanhará durante este novo ano litúrgico, era um homem de ciência, médico de profissão. A sua versão da “Boa Notícia”, da história de Jesus, é uma narração obviamente iluminada pela fé na Ressurreição, mas que pretende renunciar a todos os elementos lendários que, ordinariamente, rodeiam as biografias das grandes personagens da antiguidade. No Evangelho do próximo domingo, dia 9, encontramos vários exemplos deste seu rigor: «No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itureia e Traconítide e Lisânias tetrarca de Abilene, no pontificado de Anás e Caifás, foi dirigida a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto».

Lucas delimita o momento histórico em que João Baptista iniciou a sua atividade profética, nomeando sete contemporâneos célebres (desde o imperador Tibério César, até ao sumo sacerdote Caifás). Com estes dados, o evangelista introduz a história de Jesus e recorda-nos que Ele não é uma lenda, mas sim, uma pessoa real, ligada a um determinado contexto histórico e a uma geografia bem definida.

Em Jesus Cristo, Deus irrompeu na História dos homens, dividiu-a para sempre em duas metades e tornou-se o “Emanuel”, que significa “Deus connosco”. Mas o Senhor do Tempo, não quer apenas entrar genericamente no curso dos acontecimentos da humanidade. Ele é Cristo, “ontem, hoje e sempre” e deseja entrar na vida de cada um de nós, nascer na nossa história pessoal e oferecer o Seu dom de salvação a todos os homens e mulheres do mundo.

 

 

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