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Nathalie de Oliveira, Maire Adjointe socialista de Metz considera que a pressão sobre Emmanuel Macron deve continuar e defente um “Ato 5” por parte dos Coletes Amarelos. “Temos de continuar a fazer pressão sobre o Presidente. Ele tem de ouvir todas as franjas da sociedade” conta ao LusoJornal.

Nathalie de Oliveira ouviu o discurso de ontem do Presidente da República e considerou-o “fraco”. Em declarações ao LusoJornal, explicou que “a coisa que mais contava, para mim e para os Socialistas, era o regresso do Imposto sobre a Fortuna (ISF)”.

Emmanuel Macron explicou na televisão porque razão não aumentava o ISF, disse que as fortunas saiam do país, mas Nathalie de Oliveira não acredita. “Esse é o discurso da escola liberal” argumenta. “As empresas continuam livres de investir onde quiserem. As pessoas que pagavam o ISF suportam-no bem” comenta.

A autarca franco-portuguesa considera que “a classe média está a sofrer e a pagar pelos outros”, mas acrescenta que “o discurso do Presidente foi mais modesto e mais respeitador das pessoas”.

Confessa também que a situação do país não se deve apenas à política de Emmanuel Macron, mas sim aos diferentes Governos que se sucederam no país há 40 anos. “Mas o Presidente, antes de ser eleito, escreveu um livro chamado ‘Révolution’, mas as políticas dele não têm nada a ver com essa visão da revolução que ele tinha antes de ser eleito”. No entanto, considera também que algumas medidas de François Hollande não resultaram, como a “prime de compétitivité” dada às empresas. “Ele pensava que isso iria gerar emprego, mas acabou por não gerar” diz Nathalie de Oliveira.

A Lusodescendente considera que “já foi bom ver que o Presidente tomou consciência da gravidade do sofrimento do seu povo, mesmo se apresentou pequenas medidas para solucionar os grandes problemas”. Disse que o aumento do salário mínimo “já estava mais ou menos previsto”, e no que diz respeito às reformas, “acaba por voltar àquilo que tínhamos no fim do mandato de François Hollande. Nada de novo”.

Agora pensa que é necessário dialogar. “Estamos num momento de viragem no mandato de Emmanuel Macron. Ele anunciou mais diálogo, e isso é bom. Quando se dialoga há mais resultados”, mas considera que “os Franceses deviam continuar a fazer pressão. Em democracia, deve-se manter a pressão”.

Mesmo se é “contra qualquer tipo de violência”, Nathalie de Oliveira considera que as manifestações devem continuar e é a favor de um “Ato 5”, em condições de serenidade, para exigir mais do que um discurso mais modesto, mas sobretudo uma verdadeira escuta”.

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