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A Casa do Brasil na Cidade Internacional Universitária de Paris organiza até dia 16 de dezembro uma exposição dos fotógrafos Lamb e Tarcisio Paniago.

A exposição intitula-se Via Crucis & Via Spera com o objetivo de cruzar a obra de dois fotógrafos, dois olhares, duas sensibilidades, duas vias que dialogam. A Via Spera de Lamb (franco-marroquino) que é segundo a Casa do Brasil “um caminhante em um estado de recetividade máxima, que avança de surpresa em descoberta e que toma o seu tempo para degustar, para saborear a vida cotidiana do mundo”. Lamb é um autor de imagem, nascido em Rabat em 1963 de mãe francesa e pai vietnamiano. Viveu a infância em Marrocos até 1974 e seguiu os pais para Berlim onde passou a adolescência. Aos 20 anos apaixonou-se por Paris e instalou-se na capital francesa, onde trabalha e vive até hoje. Das suas múltiplas viagens pelo mundo, quer seja em África, Américas, Ásia e Europa, trouxe várias imagens que ilustram pedaços da vida. Para esta exposição na Casa do Brasil, Lamb expõe algumas das imagens que tirou na favela “Esperança” no centro de Salvador da Baia.

A Via Crucis de Tarcisio Paniago (brasileiro) aplica a metáfora do rito de passagem ao processo de transição do artista visual e performer Ariel Nobre através de 15 estações que simbolizam a sua caminhada pessoal para se tornar num homem transexual, uma transição do gênero feminino para o masculino. As 15 fotografias, tiradas na Páscoa de 2015, evocam uma verdadeira peregrinação a partir de um local de semelhança com um local de essência. Aqui, o sentido de sacrifício, comumente atribuído a essa transmutação, é privado do significado do caminho que leva à luz, outro significado do Caminho da Cruz. Nesta fotobiografia que é um caminho de purificação pessoal, Ariel Nobre também personifica o Anjo da Tempestade de Shakespeare, que estabelece uma nova ordem para a humanidade, onde o amor e o perdão são a ordem do dia. Aqui Via Crucis torna-se num nome masculino.

Tarcisio Paniago, nasceu em 1985 no Brasil e estudou Artes Visuais na Universidade de Brasília. Iniciou os seus trabalhos fotográficos em 2010, quando realizou um estudo experimental acerca da dispersão da luz por meio da difração, que resultou na série Dispersões.

Em 2011, em Portugal, durante intercâmbio acadêmico na Universidade do Porto, produziu três séries fotográficas intituladas Ruas Cinzas, Ruas Saturadas e Voos Verdes. Ruas Cinzas obteve o 2° lugar no 10° Concurso de Fotografia AEFLUP 2011 – Fotografar a Rua e integrou exposição coletiva na Faculdade de Letras da Universidade do Porto entre março e abril daquele ano.

Exposição todos os dias das 10h à 18h até dia 16 de dezembro

Sala Lucio Costa
Entrada livre e gratuita
Maison du Brésil
7 Boulevard Jourdan
75014 Paris

 

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