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Anna Martins, Presidente da Associação Cap Magellan, fez o seu balanço de 2018 e afirmou ao LusoJornal que deseja que a comunidade mundial assuma o seu papel na preservação do meio ambiente.

A dirigente associativa de 24 anos deu destaque em 2018 ao triunfo da França no Mundial de futebol e ao movimento social «Gilets Jaunes». Para 2019, a Lusodescendente espera que as pessoas aproveitem cada momento da vida para serem felizes.

 

O que mais a marcou em 2018?

Além do Mundial ganho pela França, este ano marcou-me pela crise democrática que abalou o país e a sua classe política. O levantamento popular dos «Gilets Jaunes» é o resultado de décadas de descontentamento e incompreensão por parte de cidadãos que não se reconhecem na sua elite, criticada por não ser suficientemente pedagoga ou, alguns dirão, por não privilegiar o seu povo. O ano 2019 será crucial para conectar novamente os cidadãos com os seus governantes e, mais ainda, com a democracia. Esse desafio torna-se essencial para o bom funcionamento das nossas instituições.

 

Anna, o que espera a nível pessoal para 2019?

Saúde, para todos. O ano 2018 lembrou-me, a nível pessoal, o quão essencial é estar com boa saúde e o quão frágil a vida pode vir a ser. Lembrou-me antes de tudo que o importante é desfrutar, rir, dançar, saborear cada momento que a vida nos dá, porque nunca se sabe a próxima partida que a vida nos vai pregar. Então, agora, toca a rir de tudo, do bonito e do feio, do melhor e do pior… Remédio melhor não há.

 

O que espera que possa mudar a nível mundial em 2019?

Em 2019, desejava que a comunidade mundial assumisse o seu papel no domínio do ambiente e no desenvolvimento das energias renováveis. Que todos os dirigentes políticos realizassem, sem qualquer ambiguidade, que o nosso planeta não é imortal e que merece todos os cuidados. Que enquanto responsáveis políticos, deixassem para trás o ceticismo climático e trabalhassem juntos para reduzir o aquecimento global. Se não for de essa forma, vamos ao desastre. E pagaremos todos o preço, acabando com a humanidade a meio prazo. A urgência, para 2019 e para os anos que virão, tem de ser esta.

 

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