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Elcio Ramalho, jornalista brasileiro na RFI – Radio France International -, abordou os desafios a nível mundial com o LusoJornal, afirmando que a insatisfação das populações pode levá-los a virar-se para os extremos.

Em entrevista ao LusoJornal, Elcio Ramalho respondeu a três perguntas sobre este ano novo, não esquecendo de fazer um balanço de 2018.

 

O que espera para este ano?

Em vários lugares há um sentimento de insatisfação coletiva e dificuldade de entender os desafios de uma sociedade em rápida transformação, o que leva a opção por extremos. É um caminho perigoso. É preciso ficar atento e combater essa onda ultraconservadora que pode ganhar ainda mais força. Mas algo em comum entre todos é a necessidade de uma maior conscientização dos problemas provocados por um consumo excessivo de recursos naturais e suas consequências para o meio ambiente e o clima. Acredito em atitudes individuais para reforçar um esforço que deve ser coletivo de combate às mudanças climáticas, por isso, não deixo de tentar fazer a minha parte com gestos simples no quotidiano.

 

O que espera a nível pessoal?

Vivemos numa época em que tudo parece excessivamente acelerado. A impressão é de que o tempo é curto demais ou mesmo inexistente para conseguirmos fazer tantas coisas e atividades que nos dão efetivamente grande prazer. Espero manter um equilíbrio entre as atividades profissional e pessoal e poder desfrutar de mais momentos com minha família e amigos. É importante ainda fixar algumas metas e este ano resolvi me inscrever para correr minha primeira semi maratona. Conseguir chegar ao final será um grande feito. Como viver é escolher, espero também sempre fazer as melhores escolhas durante o ano.

 

Que balanço podemos fazer de 2018?

O ano foi rico em eventos e novidades do ponto de vista profissional e pessoal. A consolidação de um empreendimento familiar no ramo da restauração foi um dos aspetos mais importantes. No entanto, como jornalista desportivo a cobertura de uma Copa do Mundo de futebol é sempre um momento forte na carreira. O Mundial da Rússia, minha quarta Copa do Mundo, foi uma experiência incrível e extremamente prazerosa. Além de testemunhar e cobrir os jogos das Seleções de Portugal e do Brasil, tive a oportunidade de conferir outros grandes confrontos nos gramados e assistir à final disputada em Moscovo. Foi enriquecedor também conhecer várias regiões e aspetos da diversidade cultural de um país com dimensões continentais e com um povo que se mostrou muito acolhedor e recetivo. Testemunhar o encontro de diferentes culturas unidas pela paixão do desporto é sempre marcante.

 

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