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No próximo domingo, dia 13, celebraremos a Festa do Batismo do Senhor. No entanto, no Evangelho fala-se de dois batismos diferentes: o batismo que Jesus recebe e o batismo que Jesus promete; fala-se do batismo de Jesus e do nosso batismo.

O primeiro ainda hoje é fonte de desconcerto para muitos teólogos: surpreendem-se que Jesus se tenha deixado batizar. Ele, que não conheceu o pecado, que necessidade tem de uma celebração, cujo significado estava ligado à penitência, ao perdão e à mudança de vida? Nas margens do rio Jordão, Jesus coloca-se em fila, junto com todos os outros homens e espera o seu turno para ser batizado. Coloca-se ao lado dos homens, sem truques nem privilégios, para percorrer com eles o caminho da vida plena.

Jesus recebe este batismo “velho”, celebrado apenas com água, mas a descida do Espírito Santo anuncia o batismo novo: no rio Jordão não é a água que santifica Jesus, mas é Ele quem santifica a água; todas as águas! Cada batismo cristão prolonga desde então o mistério daquele dia: o Espírito Santo desce sobre uma criatura humana e aquela criatura torna-se «filho muito amado» em quem o Pai coloca a sua complacência.

Mas este dom não é uma prenda que se possa receber passivamente: é um convite! São João escreveu no prólogo do seu Evangelho: «a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus». O “poder”, ou seja, a “possibilidade” de se tornarem filhos de Deus… É urgente superar uma velha visão estática e mágica do batismo e passar a uma visão dinâmica que reflita o nosso caminho de fé. Temos de nos tornar (de facto!) aquilo que somos já: filhos e filhas de Deus.

 

 

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