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Teve lugar no sábado passado, a reunião da Secção de Paris do PSD para “planificação das atividades para o ano que agora se iniciou”. Esta Secção reúne habitualmente de três em três meses, mas este ano, com as duas eleições que se aproximam, os militantes do PSD decidiram intensificar o ritmo das reuniões.

A próxima eleição europeia foi o assunto de principal destaque da reunião. “Esta é uma eleição complicada para nós, porque muitos dos nossos militantes votam para os candidatos franceses e outros votam para os candidatos portugueses. No fundo, nós temos de olhar para as duas campanhas eleitorais, em Portugal e em França” explicou ao LusoJornal o Deputado Carlos Gonçalves, militante desta Secção.

A Secção do PSD Paris quer pois dar prioridade ao incentivo à participação nas eleições. “A prioridade é motivar as pessoas para votarem” confirma Carlos Gonçalves.

Os militantes decidiram por exemplo organizar “pelo menos duas iniciativas conjuntas” entre as três Secções do PSD em França: Paris, Lyon e Strasbourg.

“O PSD Paris voltou a debater os riscos de uma forte abstenção nos próximos atos eleitorais, nomeadamente nas eleições europeias em que a votação é exclusivamente presencial, e apela, novamente, para a necessidade de avançar com experiências do voto eletrónico on-line e para o aumento de Deputados eleitos pelos círculo da emigração que agora integram mais de 1,4 milhões de eleitores” diz uma nota da Secção que Carlos Gonçalves publicou nas redes sociais.

Os militantes do PSD Paris querem também organizar iniciativas alargadas aos Partidos políticos franceses. “Se os nossos militantes votam cá em França, temos de nos adaptar a esta realidade. Não podemos deixar este dado de parte” explica Carlos Gonçalves. Até porque muitas vezes, os Partidos políticos não têm discurso articulado para os eleitores de nacionalidade ou de origem portuguesa. “Também os Partidos políticos franceses necessitam do nosso apoio para a campanha deles, para se dirigirem aos eleitores portugueses”.

Alguns dos militantes da Secção de Paris do PSD são defensores acérrimos do voto eletrónico on-line. “Esta Secção não vai largar este assunto porque já o debate há muitos anos” garantem alguns desses militantes.

As recentes denuncias por cidadãos portugueses residentes no Luxemburgo sobre atrasos do Centro Nacional de Pensões fez também reagir os militantes do PSD de Paris. “Isto não é uma exclusividade do Luxemburgo. Há muita gente em França que tem de esperar mais de um ano que o Centro Nacional de Pensões se digne responder-lhes, para concluir o plano de reforma”.

Carlos Gonçalves confirma que há três repartições em Portugal que estão bastante relacionadas com os Portugueses residentes no estrangeiro: os Serviços de Registo Centrais, o Serviço de Estrangeiros e de Fronteiras e o Centro Nacional de Pensões.

“Tentar fazer crer que a questão dos atrasos dos processos de reforma é exclusivo ao Luxemburgo é elucidativo do conhecimento que alguns responsáveis políticos têm da realidade das Comunidades portuguesas” diz Carlos Gonçalves nas redes sociais.

Os militantes da Secção aproveitaram para festejar os 70 anos de Joaquim Morais, o Presidente da Comissão Política da Secção, e não podiam deixar de abordar a situação interna que o Partido vive em Portugal. No entanto, a Comissão política da Secção não se pronunciou sobre este assunto, “porque o debate foi bastante equilibrado e os militantes estão bastante divididos. Apenas há unanimidade numa coisa: todos os militantes consideram que o Partido devia estar mais unido para enfrentar os atos eleitorais que se aproximam”.

O responsável pela área da emigração no PSD tem sido tradicionalmente pessoa conhecedora das estruturas do Partido no estrangeiro. A Direção de Rui Rio decidiu nomear Luís Geraldes, completamente desconhecido nesta área e muitos dos militantes dizem que a Direção não olha para as Secções nas Comunidades e que Luís Geraldes é “invisível”.

Interrogado pelo LusoJornal, Carlos Gonçalves preferiu não comentar esta situação, mas diz que “o PSD vai ter de ter uma outra organização nas Comunidades, para se adaptar às novas realidades dos nossos militantes que são sobretudo militantes das estruturas partidárias dos Partidos onde residem”. E anuncia que a Secção do PSD Paris está a preparar um documento “que terá de apresentar, em tempo oportuno, num Congresso do Partido”.

 

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