Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

O Evangelho do próximo domingo, dia 20, descreve o primeiro milagre realizado por Jesus: a transformação da água em vinho nas bodas de Caná. No entanto, uma leitura integral do quarto Evangelho revela que o elemento mais importante do episódio não é o prodígio em si. Curiosamente, o que realmente interessa ao seu autor (São João Evangelista) é o pequeno diálogo entre Jesus e Maria, que precede o milagre e serve para introduzir aquele que será um dos temas centrais da sua obra: o tema da hora.

«Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: “Não têm vinho”. Jesus respondeu-Lhe: “Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora”».

Mas se esta não é a “hora”, então quando? Quando é que, no Evangelho de João, chega finalmente a hora de Jesus? Se lemos tudo de seguida, como quem lê um romance, conseguimos saborear a tensão que aumenta à medida que esse momento se aproxima. No episódio deste domingo (que se encontra no segundo capítulo e marca o início da missão de Jesus) menciona-se pela primeira vez a “hora”: esse tempo em que a glória de Deus se manifestará completamente! Depois de um crescendo emotivo digno dos melhores escritores da literatura mundial, no décimo sétimo capítulo (o capítulo que precede o relato da Paixão, morte e ressurreição de Jesus), o apóstolo João sacia a sede dos seus leitores e coloca, finalmente, estas palavras na boca do Messias:

«Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho manifeste a tua glória, segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste. Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste».

 

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 1 Voto
9.1
X