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O LusoJornal falou com Pedro Farromba, Presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP), para perceber qual é o ponto da situação em relação aos desportos de inverno e perceber a situação mais específica de Arthur Hanse.

 

Que balanço podemos fazer da temporada desportiva nos desportos de inverno para Portugal até ao momento ?

Ainda é muito cedo para fazer balanços, no entanto temos tido umas participações muito interessantes em provas internacionais tendo, por exemplo, a nossa atleta Vanina Guerillot de Oliveira, vencido a SES cup [ndr: slalom] no passado mês de dezembro. Temos muitas competições agendadas para as próximas semanas pelo que espero para fazer um balanço mais para o final da época.

 

Um dos únicos atletas nas provas de esqui alpino era Arthur Hanse, mas o lusodescendente não tem participado em nenhuma prova por falta de apoios financeiros…

Os apoios financeiros nas nossas modalidades são sempre escassos e todas as oportunidades que conseguimos identificar para os aumentar temos procurado aproveitar. O Arthur beneficia de uma bolsa de solidariedade olímpica do Comité Olímpico Internacional que, embora com alguns atrasos aos quais a Federação é alheia, tem sido paga. Mas claro que não é suficiente para um atleta do nível do Arthur poder treinar e dedicar-se a 100%. Estamos a aguardar a todo o momento a aprovação do programa de preparação olímpica para Pequim que apresentámos às autoridades portuguesas, em maio de 2018 e que é fundamental para a preparação dos atletas de todas as modalidades e não apenas do esqui.

 

Quais são os objetivos da Federação neste momento para os próximos JO? Que modalidades poderão estar representadas?

Temos fundadas esperanças em aumentar o número de modalidades em que podemos estar representados, no entanto e mais uma vez, tudo depende dos apoios que conseguirmos. Temos atletas a competir em várias modalidades pelo que é legítimo termos essa aspiração.

 

Em que ponto está a evolução dos desportos de inverno em Portugal?

Temos hoje um panorama bem mais alargado do que aquele que tínhamos quando iniciei funções. Hoje a FDI-Portugal representa, para além do esqui e snowboard, o curling, o hóquei no gelo, o luge e, desde dezembro também o bobsleigh e o skeleton, dando assim resposta às aspirações de atletas portugueses que, vivendo no estrangeiro e querendo competir por Portugal não o podiam fazer sem que o nosso país tivesse formalmente representado nas respetivas federações internacionais. Temos vindo a preparar programas próprios de desenvolvimento de cada modalidade aproveitando, em situações como o curling, os apoios que a Federação Internacional nos dá, de modo a podermos ter mais atletas e organizar de forma estruturada as modalidades em Portugal.

 

Haverá uma aposta nos atletas que estão fora, como em outros JO com Camille Dias, Arthur Hanse ou ainda Kequyen Lam, ou pode haver atletas formados em Portugal?

Todos os atletas portugueses, residam ou não em Portugal, são nossos atletas e toda a relação com a Federação mantém o mesmo nível de coerência. Temos neste momento atletas cuja dedicação e empenho os pode levar aos Jogos Olímpicos, mas ainda é muito cedo para o afirmar e sobretudo é necessário percebermos também quais as intenções do Governo português sobre esta matéria.

 

Uma mensagem para os atletas lusodescendentes que podem representar Portugal e ainda estão a hesitar entre dois ou mais países?

Orgulho. Acho que é o melhor adjetivo que posso encontrar. Não prometemos que seja fácil, mas prometemos sim, um empenho enorme de toda a família dos desportos de inverno em Portugal, em honrar a nossa bandeira e as cores do nosso país.

 

 

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