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O Evangelho do próximo domingo, dia 27, divide-se em duas partes bem diferentes. A primeira é um prólogo literário, onde o evangelista Lucas apresenta a sua obra e as razões que o levaram a escrever a vida de Jesus. Segundo ele, trata-se de uma investigação cuidada dos «factos que se realizaram entre nós», a fim de que os crentes verifiquem «a solidez da doutrina em que foram instruídos». Lucas escreve na década de 80, quando já desapareceram as testemunhas oculares de Cristo e a Igreja começa a defrontar-se com uma série de heresias e desvios doutrinais. Para salvar a identidade cristã era indispensável recordar aos crentes as raízes e a autenticidade da própria fé.

Na segunda parte, Lucas apresenta-nos o início da pregação de Jesus, quando Ele, na sinagoga de Nazaré, lê e comenta este famoso trecho do livro de Isaías «o Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor».

As palavras com que Jesus inicia o seu comentário são a mais bonita e completa de todas as homilias: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». É uma afirmação que todos nós deveríamos repetir quando proclamamos ou escutamos uma página do Evangelho! Ela recorda-nos que o Evangelho não é um livro que conta coisas velhas, mas é Palavra viva que se renova e atualiza todos os dias! É neste momento – é «hoje mesmo» – que Jesus anuncia a boa nova, proclama a redenção, restitui a liberdade e proclama um tempo de graça!

 

 

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