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Foi anunciado e é oficial. As próximas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) terão lugar em Lisboa, no verão de 2022. São o maior encontro de jovens a nível mundial e é a Igreja que o promove, desde o pontificado do Papa João Paulo II, que as criou. Povos, línguas e culturas diversas, reúnem-se porque Jesus as une. Já foram quando 4 milhões nas Filipinas, menos em outras paragens, em média 1 ou 2 milhões de jovens, pelo menos, participam numa jornada. No Panamá, país pequeno na América Central, terão sido pelo menos meio milhão de jovens participantes e 160 nações representadas.

Na Vigília da JMJ, no Panamá, diante da multidão de jovens, o Papa explicou que a vida dada por Cristo àqueles que o seguem não é uma salvação alojada numa «cloud» (nuvem), nem uma aplicação a ser baixada. Francisco recordou que a encarnação de Cristo, portanto, a redenção, se tornou possível pelo “sim” de uma jovem de Nazaré, que “não aparecia nas ‘redes sociais’ de então, não era uma ‘influencer’ (influenciadora de opiniões) mas, sem querer nem procurá-lo, tornou-Se a mulher que maior influência teve na história”. Maria, a “influencer” de Deus, definiu-a Francisco como uma jovem que com poucas palavras soube dizer “sim” e confiar nas promessas de Deus, “a única força capaz de fazer novas todas as coisas”.

Manifesta-se assim, mais uma vez, a total reviravolta das lógicas humanas e mundanas, recorda Francisco. Deus, Todo-Poderoso, fez-se pequeno como uma criança completamente necessitando de tudo, dos cuidados de um pai e de uma mãe como cada um de nós. Deus manifestou-se na humildade e de modo escondido, longe dos radares da história, numa parte periférica do império romano. Deus encarnou-se e tomou a condição humana graças a uma jovem nascida e crescida numa pequena aldeia, longe de tudo e de todos. E sem querer ou procurar por isso, Ela – que não era uma “influencer” – influenciou a história humana como nenhuma outra criatura o fez e fará. É a extraordinária grandeza daqueles que são pequenos, o poder daqueles que são fracos e frágeis. Na imagem de Maria, influenciadora sem nunca ter procurado, encerra-se um precioso ensinamento para o nosso tempo, doente de virtualidade, de protagonismo, do desejo de aparecer e ser famoso. Quem realmente influencia a história é aquele que acolhe e guarda o Evangelho e, ao se esconder, o faz crescer, consciente da sua pequenez e de ser pecador, confiando apenas na ajuda da graça de Deus.

O papa Francisco afirmou ainda que, como Maria, os influenciadores da história são aqueles pais e mães de família que, com seu testemunho diário transmitiram a fé cristã aos seus filhos e seus vizinhos. São aqueles jovens que se gastam gratuitamente, mostrando compaixão e proximidade aos últimos e aos descartados. São aqueles padres que passam horas no confessionário ou fora dele, acolhendo e derramando o bálsamo da misericórdia sobre as feridas e sobre os dramas de muitos homens e mulheres do nosso tempo. Existe um balanço da história da Igreja que jamais poderá ser feito, porque nunca poderemos saber quantos dramas foram evitados, quantas violências foram “desarmadas”, quantas fraturas foram recompostas, quantas vidas salvas, graças aos humildes influenciadores de Deus que mudam a história sem se colocarem em evidência, considerando-se sobretudo servos inúteis.

Portugal é um país pequeno. Mesmo que alguns dos nossos políticos insistam de forma irrealista e sem modéstia, que somos os melhores do mundo, não somos um grande “influencer” no concerto das Nações. Mas poderemos oferecer a alguns milhões de jovens esse ardor dos pequeninos capazes de fazerem tanto bem aos outros.

Nossa Senhora de Fátima foi convidada de honra nas JMJ no Panamá e também em Paris, onde a sua imagem, venerada neste santuário, esteve presente em todos os eventos da realização local dumas “JMJ” para os jovens que ficaram: JMJ@Panam. Foi belo, foi bem e foi bom: para os jovens portugueses que aceitaram participar, para os jovens franceses que a quiseram acolher como sua. “Temos Mãe” (dizia o Papa em Fátima no centenário de 2017) e esta Mãe fala português, como todas as línguas dos povos, mas as suas aparições em Portugal e a sua mensagem tocam o mundo inteiro de uma forma surpreendente ainda hoje.

Que Portugal e os portugueses, cheios de humildade e com muito entusiasmo, queiram ser a ‘casa de família’ que acolherá os jovens do mundo inteiro. Em 2022 o mundo estará em Portugal!

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