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David Catalán estudou na Escola de Artes em Corella, onde se tornou bacharelado em Design de Interiores. Mais tarde frequentou a Escola de Design de La Rioja e a Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. Nesta última instituição licenciou-se em Design de Moda e Vestuário.

Integrado no núcleo dos últimos finalistas do Concurso Bloom, o criador conta com várias experiências profissionais tendo sido estagiário de Maria Gambina e assistente de moda de Júlio Torcato. David Catalán assumiu posteriormente a direção criativa da sua marca e tornou-se designer de moda da Denim Blue.

O designer já conquistou a melhor coleção e o melhor fato de mulher na New Roots AW13 e o primeiro lugar da Muestra Nacional de Jovenes Diseñadores. Mais tarde, David Catalán viria a ser premiado com o Mediterrâneo Fashion Prize.

David Catalán esteve em Paris e expôs num showroom com Hugo Costa, estilista português que também representa o Portugal Fashion e que esteve no Paris Fashion Week Menswear.

LusoJornal falou com o estilista espanhol.

 

O que podemos dizer da sua última coleção?

É uma coleção com um componente de streetwear que tenho tido sempre presente, e onde me atrevi a regressar a uma silhueta assumidamente mais moderna e oversized. Foi uma espécie de regresso às origens, e acredito que isso se nota e se faz sentir, mas mantive uma paleta de cores mais trabalhada, e utilizei tecidos mais nobres, não descurando alguma alfaiataria.

 

Estava em Paris para um showroom, quais eram e foram as expetativas?

As expectativas eram dar a conhecer a marca ao público internacional, e assim arranjar novos pontos de venda do ponto de vista internacional. É caso para dizer, que mais uma vez correu como esperado, se não superado até.

 

Paris é uma etapa importante para qualquer estilista?

Acredito que sim, no fundo acaba por ser um epicentro da moda global, e os mais variados players acabam sempre por visitar a cidade nestas alturas como a PFW.

 

Integra a Portugal fashion, como aconteceu?

Comecei no Bloom, através do concurso do Bloom, e naturalmente fui ganhando o meu espaço, o que me deixa extremamente satisfeito. No Portugal Fashion sinto-me em casa, apesar de ser espanhol.

 

Há diferenças entre o estilismo que é realizado em Espanha e em Portugal? E no que diz respeito a França?

Existem diferenças sim, acredito que isso advém da cultura de cada país que por sua vez se manifesta na cultura de cada designer. Mas não vejo essas diferenças como significativas, acredito serem muito pouco relevantes.

 

Têm se inspirado pela moda atual? O que podemos dizer das diferentes coleções apresentadas nos últimos meses?

Sim, devido ao trabalho que desenvolvo, tenho sempre de me manter atento ao trabalho desenvolvido no panorama internacional. Acredito que, como o mais relevante no momento, é mesmo este o fenómeno que assolou o panorama mundial da moda, e que vejo como algo que veio para ficar, não lhe anunciando um fim à vista, e visto ser também aquilo que eu já venho desenvolvendo na minha marca, é um bom presságio e faz-me acreditar que fiz uma aposta acertada.

 

O que podemos desejar ao David para 2019?

Que a internacionalização da marca continue a florescer, e vendas, muitas vendas!

 

Fidelidade

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