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Acaba de ser editada a terceira edição, revista e aumentada, do Dicionário Jurídico Português-Francês, editado pela Almedina, em Lisboa, e da autoria de Óscar Manuel Aires Lopes.

Óscar Lopes é técnico de tradução na Missão de Portugal junto do Conselho da Europa, em Strasbourg. “Todos os dias necessito de fazer traduções de termos jurídicos e para me facilitar o trabalho comecei a listar os termos mais usuais” explica ao LusoJornal. “Depois apercebi-me que não existia nenhum dicionário de termos jurídicos, de português para francês e decidi deitar mãos à obra”.

A primeira edição é de setembro de 2009 e em dezembro de 2014 foi editada a segunda edição com 1.100 novas entradas. Nesta terceira edição há mais 1.170 novas entradas e está agora conforme o novo acordo ortográfico. De salientar que desde a 1ª edição foram aditadas 2.270 entradas, muitas delas relacionadas com o direito brasileiro.

Óscar Lopes demorou sete anos a preparar a primeira edição do dicionário. Sete anos de trabalho árduo, recompensados com a publicação da obra e com os elogios de todos quantos o descobriram. “Este é o reconhecimento de um trabalho que é feito baseado na experiência de um dos nossos funcionários, que trabalha nas instituições europeias” disse ao LusoJornal, aquando da apresentação da obra, em 2010, o Embaixador Francisco Seixas da Costa.

“Esta obra vem preencher um certo número de lacunas nesta área. Por exemplo, nós no Consulado, interessa-nos ter uma obra deste âmbito porque necessitámos todos os dias de traduzir documentos jurídicos” disse na altura o Cônsul-Geral de Portugal em Strasbourg, Miguel Pires.

O então Juiz do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, Ireneu Cabral Barreto, hoje Representante da República na Região Autónoma da Madeira, escreveu o prefácio das três edições e disse ao LusoJornal que o trabalho tem “mérito”.

“Este Dicionário tenta traduzir para francês o mundo jurídico português, mas nem sempre os conceitos coincidem, nem sempre as palavras têm o mesmo significado nas duas línguas” disse ao LusoJornal. “O Dicionário demonstra um trabalho árduo por parte do senhor Óscar Lopes e também um profundo conhecimento das duas realidades, portuguesa e francesa, ao nível das instituições jurídicas dos dois países”.

É que o significado comum das palavras muitas vezes não corresponde à realidade jurídica francesa. “Quando não corresponde, o tradutor tem de encontrar uma palavra equivalente ou descrever a situação e foi o que o autor fez com muito brio”.

Ireneu Cabral Barreto considerou o dicionário como “muito apurado do ponto de vista técnico” e “uma obra de referência”.

Também os leitores parece terem considerado esta obra importante porque já esgotou as duas primeiras edições.

Depois de mais 8 anos de trabalho, Óscar Lopes acabou agora a versão “Francês-Português” do Dicionário jurídico. Vai ter prefácio do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça António Henriques Gaspar, e procura agora um editor em França.

A versão “Português-Francês” pode ser comprada nas lojas da Almedina em Portugal, ou encomendado através da loja virtual www.almedina.net.

 

MCL

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