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Marco Guimarães, nascido em 1951 no Rio de Janeiro, tem nacionalidade brasileira e portuguesa e riside atualmente em Paris. É professor aposentado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e tem formação académica em Medicina. Desde 1997 escreve crónicas, contextualizadas no campo da filosofia, da literatura ficcional e da sociologia. É autor de cinco romances, entre os quais “A bicha e a fila”, escrito a quatro mãos com o autor angolano Manuel Rui. Sua trajetória literária inclui ainda conferências e encontros literários em vários países.

O romance “Fantasmas de um escritor em Paris” (Amazon, 2017), como quase todos os romances de Marco Guimarães, tem por cenário Paris, e sobretudo o Quartier Latin, onde perambulam, entre vivos e mortos, entre o estranho e o fantástico, a realidade e a ficção, entre literatura e reflexões sócio-filosóficas, os personagens que ele cria, fascinados pela topografia parisiense. Aqui, duas histórias encaixam-se numa só: Jérôme escreve um livro cujo protagonista é um escritor, Jean-Pierre, que procura inspiração, procura “despertar, sair para a vida e tornar real a história imaginada nos sonhos”.

Um dia, ao abrir o seu blog, Jérôme, que “desejava apenas escrever um romance, sem engajamentos políticos”, ficou surpreendido com uma sugestão enviada por um leitor. Este dizia-se indignado pela postura de Jean-Pierre, o aprendiz de escritor, “um turista dentro da própria cidade”: “Perdemos a capacidade de reflexão e vivemos em estado de verdadeira catatonia social, como rãs submetidas à intoxicação de um poderoso veneno neurotóxico. Resta-nos apenas a condição apresentada por qualquer animal: a de nos apossarmos da realidade já existente e adaptarmo-nos à mesma para sobreviver”.

Ler “Fantasmas de um escritor em Paris” é não só acompanhar uma história cativante e uma reflexão sobre o mundo urbano atual, mas também penetrar numa maravilhosa “oficina de escritores”, tendo como professores Proust e outros mais, num diálogo permanente entre autor e leitor.

 

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