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João Paulo Oliveira e Costa, professor catedrático de História e um dos grandes especialistas portugueses do Japão feudal, continua a ser uma das grandes apostas da editora francesa “Le Poisson Volant”, em parceria com o Instituto Camões IP, na área da ficção histórica.

Condecorado pelo imperador japonês com a Ordem do Sol Nascente por serviços prestados na difusão da cultura japonesa, o escritor lisboeta vê assim traduzido e publicado em França o segundo volume da trilogia “Samouraï Noir”.

“Shogun, le seigneur du Japon” transporta-nos para o Japão de finais do século XVI, período em que se dá a unificação da nação e em que os avanços do cristianismo nas ilhas parecem imparáveis graças à evangelização levada a cabo por missionários portugueses a partir de Nagasáqui.

LusoJornal falou com Laure Collet, editora e tradutora das obras de João Paulo Oliveira e Costa, que garantiu uma sincronia entre a publicação do terceiro volume da trilogia em Portugal e em França. “O lançamento do terceiro volume, ‘A Dama do Kimono Branco’, está marcado para o mês de maio em português, e vou tentar lançar a versão francesa por essa altura também”, acrescentando Laure Collet que o “Samouraï Noir”, primeiro volume da trilogia, “foi muito bem recebido em França, embora com pouca visibilidade. A lenda de Yasuke é muito interessante e o João Paulo Oliveira e Costa soube cativar a essência dessa história. Também o amor e o fascínio do autor pelo Japão é tangível. Sem falar do seu amor incondicional por Lisboa”.

A jovem editora promete novos projetos para as próximas semanas. “Já para a semana temos dois livros a saírem. ‘Le voyage pour vocation: France, Brésil, Afrique, regards croisés’ de Fernanda Peixoto, e ‘Amérindianités et Savoirs: propositions épistémologiques’, coordenada por Michel Riaudel e André Magord. Temos igualmente uma parceria fascinante com a Chaire Eduardo Lourenço, na Université Aix-Marseille, onde faço conferências sobre edição e tradução, que visa a publicação de livros sobre a Ásia lusófona, nomeadamente Goa. Estamos ansiosos para começarmos a trabalhar com eles”.

A “Le Poisson Volant” tem a especificidade de ser uma editora francesa dirigida e coordenada a partir de Lisboa, facto que satisfaz Laure Collet. “Vivendo em Portugal, estou muito mais próxima dos nossos autores e passo os dias a falar português, o que é imprescindível para perceber melhor este mundo lusófono que queremos divulgar pelo mundo fora”.

 

 

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