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Depois de uma noite inteira de pesca infrutífera, Pedro deveria estar no pior humor possível! Nas margens do lago, uma multidão escuta as palavras de Jesus, mas este não é o melhor momento para falar a Pedro do Reino de Deus, ou da promessa de vida eterna. Para que serve a vida eterna quando não conseguimos colocar comida na mesa? Ele sabe que, depois de lavar as redes, terá de voltar a casa de mãos vazias. Está preocupado com coisas concretas (a crise… perder o barco… empobrecer…) e não tem tempo para “misticismos” e “espiritualismos”.

Jesus sobe para a sua barca e pede-lhe que se afaste um pouco da margem, pois a multidão continua a empurrar e esta é a única forma de poder catequizar tranquilamente. Pedro está cansado, provavelmente quer ir dormir, mas faz a vontade ao seu amigo…

Por fim, Jesus pede-lhe que se faça ao largo e lance as redes para a pesca. Não sou um perito, mas até eu sei que é preferível pescar de noite, pois durante o dia a sombra do barco afugenta os peixes. No entanto, Pedro responde: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se.

Deus revela-Se no final de uma longa noite infrutífera, na improbabilidade de uma pesca bem-sucedida e na fragilidade de alguns pescadores cansados! A pesca “milagrosa” não depende da habilidade de Pedro, mas somente da confiança nas palavras de Jesus. O Evangelho do próximo domingo, dia 10, ensina-nos que Deus não necessita de super-homens, modelos de passarela ou talentos geniais. O que Ele precisa é que tu e eu tenhamos fé na Sua Palavra.

 

 

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