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A investigadora Cristina Flores defende que a criança que é exposta a dois idiomas é capaz de adquiri-los “como duas línguas maternas, sem desvantagens cognitivas”, acrescentando que a mente humana “está preparada para o bilinguismo”.

A professora associada do Departamento de Estudos Germanísticos e Eslavos da Universidade do Minho participou no colóquio “O Ensino português na Alemanha no ensino básico e secundário – Que futuro?”, organizado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e pela Embaixada de Portugal na Alemanha.

“Quando aprendemos a falar a nossa língua materna, esse processo é natural, dá-se através da exposição à língua, isto é, basta a criança estar integrada numa comunidade, onde é falada uma língua, para adquiri-la naturalmente. Ou seja, nós, os pais, não ensinamos a linguagem aos nossos filhos, tudo acontece de forma natural. Há uma condição: a criança ter contacto com essa língua e ter necessidade de falar e interagir. Isso é muito importante porque os pais acham que têm de ensinar regras”, explicou Cristina Flores.

“Claro que a língua não é exatamente a mesma porque os bilingues têm determinadas estratégias, às quais recorrem, que são naturais. Por exemplo, misturar: começar numa língua e acabar noutra. São estratégias de comunicação que fazem parte. Isso não significa que não seja uma língua materna, isso não prejudica a aprendizagem do português”, assegurou. “É também muito recorrente ouvirmos dizer que filhos de emigrantes têm problemas na escola porque falam outra língua em casa. Isso é errado e há muitos estudos que o provam. Essas crianças, se crescessem num contexto monolingue poderiam ter exatamente os mesmo problemas de aprendizagem, não está relacionado com o facto de falarem noutra língua”, disse Cristina Flores.

 

 

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