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Acaba de ser editado pela Chiado Books o livro “Um emigrante ‘eurocrata’” da autoria de Victor Alves Gomes e Joana Inês Moreira. Victor Alves Gomes nasceu em Paris, mas vive em Bruxelas, onde trabalha para as instituições europeias. É o Presidente da Secção do PSD de Bruxelas e foi candidato às últimas eleições legislativas na lista liderada por Carlos Gonçalves.

Victor Alves Gomes nasceu em Paris em 1971, filho de dois emigrantes portugueses oriundos de uma pequena aldeia do norte de Portugal. Mas foi em Bruxelas, onde trabalha desde 2013, em diferentes serviços das instituições europeias, que encontrou a jornalista Joana Inês Moreira. “Sem sair da esplanada do Café Central em Bruxelas, Victor Alves Gomes levou-nos numa viagem longínqua, recordando aventuras que passaram pelos quatro cantos do mundo” lê-se na contracapa do livro.

Naturais da pequena aldeia de Padreiro Santa Cristina, no concelho de Arcos de Valdevez, os pais de Victor Alves Gomes eram vizinhos, mesmo se de famílias ditas “rivais”. O pai foi o primeiro a emigrar, com apenas 14 anos de idade. Foi para Lisboa onde trabalhou numa taberna e mais tarde, com pouco mais de 17 anos, decidiu vir para França para escapar à mobilização militar para a Guerra colonial.

“Quando chegou a França, o pai de Victor Alves Gomes não tinha ninguém à espera. Tinha apenas uma promessa de trabalho numa fábrica de porcelana em Limoges, para onde foi viver. Mais tarde mudou-se para Paris, onde veio trabalhar nas obras. A mãe veio ter com ele a França.

Foi em Paris que Victor Alves Gomes nasceu. O pai trabalhava nas obras e a mãe trabalhava para uma casa de joias na Place Vendôme.

Em cerca de 50 páginas, escritas pela jornalista Joana Inês Moreira – que já trabalhou em França para a revista Lusopress – Victor Alves Gomes conta como foi a sua infância em casa dos avôs, no Minho, e as férias em Paris, com os pais.

Conta depois como tirou um curso de piloto aviador – um velho sonho de voar que ainda hoje concretiza – e passou pela Escola Prática de Infantaria de Mafra.

Trabalhou na Organização Internacional das Migrações, em Moçambique, durante alguns anos, até que regressou à Europa, onde se inscreveu num Mestrado na Universidade de Louvain, na Bélgica, e fez várias missões para as Nações Unidas, em África e nos Balcãs, antes de integrar as instituições europeias. Começou a trabalhar como gestor de projetos científicos no Conselho europeu e agora está numa instituição que atribui bolsas a projetos de pesquisa avançada.

Já na Bélgica, aderiu ao PSD e é atualmente o Presidente da Secção do PSD de Bruxelas.

“Em Bruxelas, olha para as Comunidades do ponto de vista europeu e acredita que estão a ser muito ‘negligenciadas’” lê-se no livro. Victor Alves Gomes discorda com a ação política de Carlos Gonçalves e assume-se como seu sucessor natural na candidatura a Deputado pelo círculo eleitoral da Europa. Tal ainda não aconteceu em 2019, mas foi segundo da lista logo depois do atual Deputado. “Só na Europa, temos mais de oitocentos mil eleitores, por isso não percebe que o seu Partido só tenha cerca de quatrocentos militantes, um número nada impressionante, sobretudo se compararmos com os setecentos militantes da sua vila natal, Arcos de Valdevez”.

“Portugal e o PSD necessitam de levar as nossas Comunidades muito a sério”.

Victor Alves Gomes diz o seu futuro passará por Portugal. “Eu não tenho a mínima dúvida de que o meu futuro é Portugal. Eu nasci em Paris e sei que Portugal não foi o meu berço, mas será o meu caixão. Eu não sei quando, mas eu vou regressar”.

 

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