Lusa | José Coelho

Presidenciais’26: Cotrim Figueiredo preocupado com boletins de voto da segunda volta para a emigração


O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou esta semana que a inclusão dos nomes rejeitados pelo Tribunal Constitucional nos boletins de voto é “uma daquelas consequências infelizes de um processo eleitoral que há muito precisava de ter sido revisto”.

“Não é só das Presidenciais, muitos outros atos eleitorais precisavam de ter sido revistos, há legislações eleitorais distintas para cada uma das eleições em Portugal, com regras diferentes, com procedimentos diferentes”, disse o candidato a Belém e ex-líder da Iniciativa Liberal.

João Cotrim Figueiredo citou o exemplo de não se poder votar por correspondência nestas eleições, ao contrário dos outros atos eleitorais. “Os Portugueses que vivem fora de Portugal vão estar muito provavelmente limitados a esse direito”, afirmou.

O candidato chamou também a atenção para como vão ser os boletins de voto a enviar aos emigrantes na segunda volta das Presidenciais. “Estamos preocupados com o boletim de voto que vai ser presente aos portugueses, em todo o mundo, na primeira volta, mas ninguém está a discutir como vão ser os boletins de voto da segunda volta dos portugueses que estão no estrangeiro”, alertou.

Na sua opinião, “entre o tempo de imprimir os novos boletins, onde constará certamente o meu nome, até fazê-los chegar aos Consulados um pouco por todo o mundo, é uma operação logística com bastante significado, com algumas dificuldades, e será difícil que todos os portugueses com direito a voto o consigam exercer”.

“E se não o exercerem por falta de um papel que o Estado tem a obrigação de fazer chegar a tempo, acho absolutamente lamentável”, criticou.

Para Cotrim Figueiredo, só ter havido duas eleições Presidenciais com segundas voltas “não desculpa o facto de isso ser algo que era previsível e que muitos já tinham chamado a atenção há muito tempo”.

O antigo líder da Iniciativa Liberal e atual eurodeputado admitiu que a manutenção dos candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional nos boletins de voto pode gerar “alguma confusão, tal como se ainda houver desistências de alguns dos candidatos”.

“Portanto, há sempre a possibilidade de haver nomes no boletim que não estão já de facto na corrida. Agora, se forem quatro em vez de um, acho que aumenta a confusão, e nós não queremos certamente votos de portugueses enganados, eu não quero”, exclamou.