Faleceu há duas semanas João Correa, autor, realizador e uma das vozes mais persistentes na divulgação da memória de Aristides de Sousa Mendes. Nascido em Leiria, expulso da Universidade de Lisboa aos 18 anos por participar na revolta estudantil contra o regime de Salazar, João Correa passou por Paris antes de se exilou na Bélgica em 1963, país onde construiu toda a sua carreira cinematográfica e literária. Ao longo de décadas, realizou e correalizou numerosos filmes de ficção – como “Féminin, féminin”, com Marie‑France Pisier – e vários documentários marcantes da produção belga, entre eles “Les enfants de l’oubli”. Paralelamente,