«Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». Muitas vezes imaginamos o mistério da Santíssima Trindade como um frio enigma matemático: três pessoas num único Deus. Mas as palavras do evangelista revelam-nos que a Trindade não é um conceito abstrato a decifrar, mas sim um abraço divino no qual nos podemos envolver. Deus não é solidão majestosa, mas comunhão infinita.

O Evangelho revela-nos a sua dinâmica: há um PAI que ama o mundo tão profundamente que faz o dom supremo do Filho.

Há o FILHO que desce até nós não para proferir sentenças de condenação sobre as nossas fragilidades, mas para nos oferecer a salvação.

E, implicitamente, há o ESPÍRITO SANTO, o sopro vital e o amor inesgotável que os une e se derrama sobre nós.

Acreditar significa precisamente mergulhar nesta relação. Na origem da Criação não encontramos um tribunal severo, mas um vórtice de amor divino que deseja apenas expandir-se e acolher-nos.

A Trindade não é um mistério distante a explicar, mas uma vida a acolher. Deus é amor que se doa, relação que gera vida, misericórdia que procura o homem mesmo quando o homem se perde.

Padre Carlos Caetano

Padre Carlos Caetano

padrecarloscaetano.blogspot.com

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