Comemorações do 10 de Junho em Strasbourg reuniram mais de 200 convidados no Pavillon Joséphine


O Cônsul‑Geral de Portugal em Strasbourg, Luís Brito Câmara, assinalou o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas com uma receção no emblemático Pavillon Joséphine, nos Jardins de l’Orangerie, que reuniu mais de 200 convidados. Entre os presentes estiveram representantes da Région Grand Est, da Région Alsace e da Mairie de Strasbourg, presidentes de associações portuguesas, professores de português, membros destacados da comunidade portuguesa, elementos do corpo consular e numerosos portugueses que trabalham nas instituições europeias sediadas na cidade, nomeadamente no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e no Conselho da Europa.

A celebração integrou a apresentação de uma exposição dedicada a Luís de Camões, composta por 38 painéis em francês. Na sua intervenção, o Cônsul‑Geral Luís Brito Câmara, sublinhou a importância simbólica e histórica do 10 de Junho, evocando a “genialidade” e a “universalidade” do poeta, cuja obra continua a marcar a cultura, a literatura e a identidade portuguesas. Recordou ainda que a língua portuguesa é hoje partilhada por mais de 300 milhões de pessoas, constituindo um dos maiores patrimónios comuns da lusofonia.

Luís Brito Câmara destacou igualmente o papel central da diáspora portuguesa, estimada entre cinco e seis milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, que contribui para afirmar Portugal como uma verdadeira Nação Global. Sublinhou que o país, com quase nove séculos de história, é herdeiro de um legado singular, mas também um ator plenamente empenhado no presente internacional, como demonstra a recente eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, num momento em que o mundo enfrenta desafios de paz e estabilidade. Referiu ainda o compromisso português em áreas como as alterações climáticas, a defesa dos direitos humanos e a cooperação ativa no âmbito da União Europeia e da NATO.

Luís Brito Câmara encerrou o seu discurso evocando a “amizade histórica” entre Portugal e França e a relevância da entrada em vigor, este ano, do Tratado de Amizade e Cooperação entre os dois países. Um instrumento que, afirmou, permitirá aprofundar o relacionamento bilateral em múltiplas áreas e reforçar os laços entre as duas comunidades.

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