
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos». Diante da imensidão das necessidades humanas, Jesus não diz primeiro “fazei”, mas “orai”. Não apela, antes de tudo, a que nos organizemos melhor, multipliquemos atividades ou enchamos ainda mais as nossas agendas. Cristo convida à oração: «Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores».
É um convite que purifica a nossa ideia de missão. Por vezes pensamos que o Reino de Deus depende apenas das nossas forças, da nossa generosidade, da nossa eficiência. Mas os trabalhadores do Evangelho não se fabricam em laboratório e não se escolhem só porque há muito para fazer. São um dom de Deus. Nascem de um coração chamado, moldado, convertido. Nascem da oração.
Rezar pelos «trabalhadores da seara» significa reconhecer que a missão pertence, acima de tudo, ao Senhor. A colheita é Sua. A Igreja é Sua. O mundo ferido que espera consolo é Seu. Nós somos enviados, não proprietários; servos, não senhores; instrumentos, não protagonistas. Por isso, a oração não é uma pausa na missão: é a sua fonte. Peçamos, então, ao Senhor da seara que não nos deixe prisioneiros da ânsia de fazer, mas que nos eduque na confiança da oração.




