Opinião: 2026, o Ano da Afirmação de um Portugal Global e de Esperança


O ano de 2026 desenha-se no horizonte como um marco histórico para Portugal e para as suas Comunidades. Mais do que uma simples etapa cronológica, este será o ano em que a esperança se materializa em factos, números e, acima de tudo, em oportunidades concretas para os mais de 15 milhões de portugueses espalhados pelo mundo.

Com os principais indicadores económicos “no verde”, Portugal colhe agora os frutos de uma estratégia de rigor e visão. A aprovação de um Orçamento do Estado verdadeiramente amigo dos jovens, dos trabalhadores, das empresas e da diáspora, não foi apenas um ato legislativo; foi a declaração de um novo contrato social.

Portugal está a deixar de ser um país de partida para se consolidar como um destino de eleição. Esta nova dinâmica reflete-se em três pilares fundamentais:

Investimento Estrangeiro: Uma capacidade renovada de atrair capital que gera valor e emprego qualificado.

Retenção de Talento: Políticas fiscais e de habitação pensadas para que os jovens não tenham de procurar lá fora o que o seu país de origem lhes deve garantir.

O Regresso a Casa: Estamos a assistir a uma verdadeira reparação histórica. 2026 oferece condições reais para o retorno de quem emigrou – quer estejam em plena vida ativa, trazendo competências valiosas, quer sejam reformados que desejam viver o descanso merecido na sua terra, fechando um ciclo de saudade.

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A relação com a Diáspora mudou de paradigma. Passámos do discurso da “saudade” para a prática da potenciação mútua. O Estado compreende agora que os empresários e profissionais no estrangeiro são embaixadores económicos vitais.

“Não basta elogiar as Comunidades; é preciso criar políticas que favoreçam o investimento de quem está fora e aproveitar a transferência de competências que estas acumularam em contextos globais”.

Este compromisso passa também por curar a ferida da participação cívica. A modernização e a uniformização das metodologias de voto são um passo urgente e definitivo para acabar com a discriminação sentida por quem reside no estrangeiro. Ser português fora de portas deve conferir os mesmos direitos e facilidades de participação política que o residente no território nacional.

Há forças políticas que continuam amarradas à exigência “dos laços efetivos com o país, não percebendo que o mundo mudou.

Agora vamos ter as eleições presidenciais nas quais o voto é exclusivamente presencial impedindo o exercício do direito de voto de muitos portugueses a residir no estrangeiro. Já houve propostas na Assembleia da República para associar o voto postal ao voto presencial, mas foram chumbadas nomeadamente pelo Partido Socialista.

Mas agora todos vão mostrar a sua indignação. A hipocrisia no seu melhor.

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Nas comunidades, aprendeu-se cedo a não esperar por ajuda, mas sim a construir soluções com as próprias mãos. É esta resiliência e pragmatismo que Portugal está a absorver. Quando o Governo aposta em criar condições para que cada cidadão contribua para o bem comum, e as comunidades respondem com o seu saber-fazer, o país deixa de ser “pequeno”.

Hoje, Portugal é citado na comunicação social internacional como um exemplo de sucesso e estabilidade. Esse prestígio reforça o orgulho de quem está fora e a confiança de quem está cá.

Em 2026, a distinção entre “os de cá” e “os de lá” desvanece-se. Somos uma nação global, unida por um projeto comum de crescimento e dignidade. Com a força dos 15 milhões, Portugal assume-se como o território de oportunidades que sempre sonhámos ser.

2026 não é apenas mais um ano; é o ano de Portugal.

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Carlos Gonçalves

Deputado (PSD) eleito pelo círculo eleitoral da Europa