No passado dia 21 de fevereiro, no âmbito da temática que o Instituto Lusófono adotou neste ano letivo sobre a gastronomia lusófona, teve lugar, pela primeira vez, o Festival da sopa em Pontault-Combault.
Foram confecionadas 5 sopas representativas de 5 regiões de Portugal: Caldo verde do Minho, Sopa de feijão da Beira Alta, Sopa de grão de bico e Sopa camponesa da zona centro e Canja dos Açores. “Foram confecionadas pelas avós e alguns voluntários, de forma a garantir a autenticidade e os sabores” garante Débora Cabral Arruda.

“A sopa faz parte da nossa cultura portuguesa e foi em tempos a principal refeição, se não a única! Esta história foi vista pelos alunos, com o testemunho de alguns avós que vivenciaram esta realidade” explica a professora de português. “As nossas crianças têm hábitos alimentares diferentes aqui em França e com os tempos modernos e as alterações no ritmo de vida, a alimentação hoje é diferente. As comidas rápidas e os fast-food ganharam um terreno que conduz as nossas crianças a hábitos alimentares menos saudáveis”.
O Festival da sopa que decorreu na associação APCS em Pontault-Combault, “veio sugerir aos nossos alunos uma forma de alimentação que faz parte da nossa história, cultura, tradição e é muito saudável”.
Todos foram contemplados com um marca-páginas criado para a ocasião, onde um QR code conduz ao acesso a todas as receitas e modo de preparação. De notar a grande adesão de adultos, que viajaram no tempo só com o cheiro das sopas e quiseram levar para casa. De salientar também as crianças que, mesmo sendo 10h30, comeram sopa sentadas nos degraus da escola. “Vejamos esta imagem como um pequeno passo para a sensibilização ao que é mais saudável e o que é nosso” comenta Débora Cabral Arruda.
Saíram 150 sopas e não saíram mais porque as panelas ficaram vazias. “Foi um sucesso, nem conseguimos satisfazer todos, por tal pedimos desculpa” diz ao LusoJornal a professora de português. “Não tínhamos consciência da amplitude que este evento ia ter e sendo um sábado de inverno, uma tigela de sopa quente acabou por aquecer a alma e matar saudades”.

A APCS e o Instituto Lusófono agradeceram aos avós e pais que participaram na confeção das sopas, a todos os participantes no festival e a todos voluntários que tornaram possível o evento.
“A associação de Pontault-Combault e a sua escola, trabalham para um bem comum, liderado por Cipriano Rodrigues e formado por membros e voluntários que pela diversidade, força e carisma tornam os eventos um momento de convívio, fraternidade e sobretudo passagem de testemunho aos mais novos” lembra Débora Cabral Arruda. “Pretendemos que as nossas crianças sejam cidadãos com um vasto leque de conhecimentos quer do país onde nasceram, como do país das suas origens e assim reforçarmos os alicerces destas novas gerações com valores que os elevem”.
“Foi um sucesso, como estávamos à espera. As pessoas estão contentes e quando os pais dos alunos estão contentes, nós também estamos contentes” conclui Cipriano Rodrigues, Presidente da associação APCS e do Instituto Lusófono de Pontualt-Combault.
Os organizadores prometem que “para o ano haverá mais!”






