LusoJornal | Mário Cantarinha

Miguel Ramos encantou o público da associação Gaivota

No passado dia 15, o fadista Miguel Ramos foi o artista convidado do Encontro mensal da associação Gaivota – uma associação de promoção do Fado em França, presidida por Maria José Henriques – ainda no quadro do 25° aniversário da associação.

“O convite já tinha surgido há bastante tempo. Eu disse que queria muito ajudar esta instituição e consegui hoje porque vim fazer três concertos a Paris. Vir de Portugal de propósito para vir à Gaivota era impossível” disse o fadista ao LusoJornal.

Miguel Ramos considera que o público em França é “completamente” diferente do público de lisboeta. Os daqui são mais afáveis. Com todo o respeito pelo meu país, mas sabe, quando nós saímos do nosso país para vir cantar para os emigrantes, é uma sensação incrível, porque dão tudo deles, desde carinho, enfim, estão sempre connosco. Eu nem sei explicar ao certo o meu sentimento. Eu sei que saio sempre com uma áurea maravilhosa, fantástica, por tão bem ser recebido por estas pessoas que vivem uma vida inteira fora do país deles. E depois quando vem um português que veio do país deles, cantar em português, é uma sensação incrível”.

Todos os convidados de Maria José Henriques são “excecionais”, mas a Presidente da Gaivota confirma que Miguel Ramos “é talvez um bocadinho mais excecional do que outros”.

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Miguel Ramos: uma vida dedicada ao Fado

“O Fado nasceu comigo. Eu, na barriga da minha mãe, como se costuma dizer, já ouvia Fado. Venho de uma família de músicos. Tive infância, naturalmente, como todos nós, e depois estudei. Eu queria era ser jogador de futebol, sabe? Mas infelizmente não tive o acompanhamento certo também, porque o meu pai tinha muito trabalho, a minha mãe também trabalhava, e nós somos oito irmãos. Difícil, muito difícil, de criar naquele tempo. E de maneira que não tive o acompanhamento certo para o futebol” confessou ao LusoJornal.

Miguel Ramos ganhou a Noite do Fado em 1996, faz agora 30 anos, no Coliseu dos Recreios. “Foi aí que entrei mais à séria no Fado. Mas já cantava, entretanto, já tinha feito uma cassete” diz a sorrir.

Curiosamente, quando foi buscar a Carteira Profissinal de Fadista, no Parque Mayer, foi-lhe remetida pelo tio, Fernando Maurício. Cantou uma canção dedicada ao pai e foi um momento muito emocionante. “O meu pai foi a pessoa mais importante da minha vida e continuará a ser sempre, embora não esteja comigo fisicamente, mas está sempre em pensamento”.

O Encontro mensal da Gaivota esgotou completamente. A sala estava cheia e a próxima convidada é Tânia Raquel Caetano.

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