A Universidade Jean Monnet vai celebrar a 28ª edição do festival “Printemps des Poètes”, que decorrerá entre os dias 12 e 28 de março, sob o tema “La liberté. Force vive déployée”. O evento terá lugar nas cidades de Saint-Étienne e Lyon, contando com a participação especial dos escritores Ricardo Figueira e Mário Máximo.
O festival promove o contacto direto entre os autores e o público, sob forma de Encontros literários.

Ricardo Figueira falará do seu romance Cidália em Saint-Étienne na quinta-feira 12 de março, no Atrium da Biblioteca Universitária da UJM e em Lyon no sábado, 14 de março, no Centro Internacional de língua e cultura portuguesa (CILCP).
Por seu lado, o escritor Mário Máximo evocará a sua obra em Saint-Étienne no dia 26 de março, no Atrium da Biblioteca Universitária e em Lyon no dia 28 de março, também no CILCP.
Esta atividade cultural é organizada pelo Grupo de estudos portugueses da Universidade Jean Monnet. O evento conta com a parceria do CILCP, do LusoJornal, da Biblioteca Universitária e da Faculdade de Artes, Letras e Línguas e tem ainda o importante apoio do Instituto Camões.
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Ricardo Figueira
Ricardo Figueira nasceu em Lisboa, em 28 de setembro de 1975, passou a maior parte da sua vida em Lyon como jornalista da Euronews. Voltou recentemente para Portugal, residindo de novo em Lisboa e continuando a sua carreira de jornalista.
A pandemia de Covid fê-lo retomar o gosto pela escrita. Tem contos publicados em várias coletâneas, como o conto “A Máquina”, na coletânea “Contágios”, dos “Mapas do Confinamento”, publicado pela Visgarolho. É também fotógrafo, tendo já exposto as suas obras na Biblioteca da Universidade Jean Monnet. Realizou com Isabel Pina, a curta-metragem “Motorphobia”.
“Cidália”, publicado em maio de 2025, é o seu primeiro romance. “Cidália fará 70 anos dentro de alguns meses. Sozinha em casa, vê-se nua ao espelho e dá-se conta da finitude do corpo e dos efeitos da passagem do tempo. O único filho, Rafael, cumpre uma longa pena de prisão e Cidália está impedida de o visitar devido à pandemia. Confinada ao apartamento lisboeta onde vive desde jovem, resta-lhe percorrer a galeria de memórias da dor e da alegria, das aventuras que viveu, das lutas que travou e dos homens que amou”.
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Mário Máximo
Mário Máximo também nasceu em Lisboa, em 19 de setembro de 1956. Desde bastante cedo ligado às questões da literatura e da criatividade literária, deram os jornais a conhecer muitos dos seus poemas, mas também o conto e a crónica. O guionismo para televisão tem sido outra das suas ocupações.
Destacam-se assim os romances: “A Ilha”, “O Infausto Quarteto”, “O Heterónimo de Camões” (em projeto, uma publicação em francês), “O Diário dos Silêncios”. Entre os seus romances recentes destacam-se “A Viagem para a Literatura ou o Destino de Ferreira de Castro” (2024) e “A Mulher Construída” (2025).
Em “A Viagem Para a Literatura ou o Destino de Ferreira de Castro”, Mário Máximo percorre a vida e a obra desse escritor de eleição nascido em Ossela e dedicado à Humanidade. Mas fá-lo de um modo não biográfico. Procura, isso sim, os fios ficcionais do trajeto inesperado e intenso daquele que veio a ser, nacional e internacionalmente, um dos mais renomados e celebrados escritores de língua portuguesa do século XX. Mário Máximo procura os rumos identitários de Ferreira de Castro, rumos onde o amor e a mulher assumem papel primordial. Mas a narrativa exalta, em cada um dos capítulos, o espírito libertário de um homem que olhou e sentiu a Humanidade como poucos o fizeram. Lutando sempre pela liberdade, pelos direitos cívicos e pelo humanismo, dentro e fora de Portugal.
Em “A Mulher Construída”, a ação começa em 1918. Há uma mulher que não sabe que tem um destino especial, uma missão. E que para cumpri-la inteiramente terá de viajar para longe da terra onde nasceu. De uma aldeia das Beiras viajará até à capital. Viagem forçada por uma morte e, sobretudo, por um assédio. Chama-se Faustina, essa mulher. Julga-se estéril. Tem duas irmãs. Uma, fugiu muito cedo e escreverá cartas. A outra, em casamento frustrado, viverá por viver (até um dia). Faustina, tendo enviuvado, consegue libertar-se dos seus medos ao avançar até Lisboa. Sentir-se-á fascinada pela Baixa e pelas águas do Rio Tejo, rio sobre o qual tanto lera nos livros da instrução primária, mas que nunca imaginara que possuísse assim águas tão belas de admirar, ali na Praça do Comércio, à distância de um esticar de mão.
Mário Máximo tem igualmente desenvolvido um intenso trabalho na área da cidadania de língua portuguesa e da lusofonia. Foi Comissário estratégico da Bienal de Culturas Lusófonas de Odivelas, durante dez anos (2006 a 2016). Liderou e/ou participou em diversos outros projetos nas áreas da lusofonia, nacional e internacionalmente. É o Coordenador da Administração da “Gala Prémios da Lusofonia” bem como do “Fórum Permanente Debates da Lusofonia”. Durante cinco anos, foi Presidente da Direção da Associação Fernando Pessoa (que contava, aliás, com os sobrinhos do poeta). É cidadão honorário da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha – Cabo Verde). Foi agraciado com o Prémio Lusofonia 2017.
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Quinta-feira, 12 de março, 10h00
Encontro com Ricardo Figueira
Atrium da Biblioteca Universitária
Universidade Jean Monnet
Saint-Étienne
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Sábado, 14 de março, 10h00
Encontro com Ricardo Figueira
Centro Internacional de língua e cultura portuguesa (CILCP)
84 rue de la Charité
Lyon 2
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Quinta-feira, 26 de março, 10h00
Encontro com Mário Máximo
Atrium da Biblioteca Universitária
Universidade Jean Monnet
Saint-Étienne
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Sábado, 28 de março, 10h00
Encontro com Mário Máximo
Centro Internacional de língua e cultura portuguesa (CILCP)
84 rue de la Charité
Lyon 2






