Municipais’26: Músico Quitó de Sousa Antunes reeleito em Athis-Mons

O guitarrista clássico português Quitó de Sousa Antunes, concorreu às eleições municipais na lista do Maire cessante, Jean-Jacques Grousseau (União da Esquerda), e ganhou logo à primeira volta com 59,61%, elegendo 33 dos 39 membros do Conselho municipal.

Cinco listas concorreram às eleições. Para além de Jean-Jacques Grousseau, concorreu Julien Dumaine (Divers Droite), André Nakache (Rassemblement National), Charles-Louis Josa (Les Républicains) e Antoine Lalanne-Desmet (La France Insoumise, LFI). A abstenção situou-se nos 50,01%.

Quitó de Sousa Antunes já era Conselheiro municipal na cidade onde reside e agora renova para mais um mandato.

Originário de Alter do Chão, no Alentejo, iniciou os seus estudos no Conservatório Regional de Tomar, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Prosseguiu a sua formação em França, no Conservatoire du 15ᵉ arrondissement de Paris, onde obteve o Premier Prix de guitare, e na École Nationale de Musique de Meudon, onde conquistou a Médaille d’Or e o Diplôme de Perfectionnement.

Ao longo da sua carreira, aprofundou o estudo da música antiga, da música contemporânea e da pedagogia musical, trabalhando com figuras de referência como Alberto Ponce, Manuel Morais, Nuno Torka‑Miranda, Arlette Biget e Jean‑Jacques Werner.

Paralelamente à carreira de intérprete, Quitó de Sousa Antunes tem desempenhado um papel central na dinamização da guitarra clássica em França. É professor titular no Conservatoire à Rayonnement Intercommunal des Portes de l’Essonne, Diretor artístico do Festival International Guitar’Essonne e membro fundador do Paris Guitar Quartet. As suas transcrições de obras de Ravel, Debussy e Fauré estão publicadas pelas Éditions Alphonse Leduc, e dirige ainda uma coleção de obras para ensembles de guitarras nas Éditions Soldano.

Reconhecido pela versatilidade e pela qualidade artística, apresenta‑se regularmente como solista e em formações de música de câmara em França, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Hungria, Roménia e Québec, afirmando‑se como uma das figuras mais ativas e influentes da guitarra clássica portuguesa na diáspora.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

Não perca