Apresentação do Volume II de “O que muitos andaram para aqui chegarmos…” na Sociedade de Geografia de Lisboa


A Sociedade de Geografia de Lisboa será palco, no próximo dia 13 de abril, da apresentação do segundo volume da obra “O que muitos andaram para aqui chegarmos…”, uma iniciativa da POEMAR, de Bruxelas.

O livro apresenta testemunhos de exilados, refratários ou desertores portugueses que encontraram refúgio na Bélgica. Os testemunhos descrevem a viagem, as dificuldades que tiveram de enfrentar, mas também as solidariedades que lhes permitiram escapar à ditadura e às guerras coloniais contra as quais militavam, e ainda a vivência da libertação no 25 de abril de 1974. Um deles é o realizador João Correa que viveu algum tempo em Paris antes de se radicar em Bruxelas.

O coletivo POEMAR é constituído por Fátima Azóia, Maria Manuel Gandra, Maria José Rodrigues, Joaquim Silva Rodrigues, Mário Campolargo e Maria João Bravo, que assumem a autoria desta obra coletiva que dá voz a diferentes experiências, sensibilidades e memórias, unidas por uma forte consciência histórica e social.

Este segundo volume aprofunda temas centrais da identidade portuguesa, como a memória coletiva, a liberdade e os caminhos percorridos por gerações anteriores. A obra dialoga, de forma marcante, com o período da ditadura e com a transformação trazida pela Revolução dos Cravos, evocando vivências, lutas e conquistas que moldaram o país contemporâneo.

Particular destaque é dado à emigração portuguesa, um dos eixos mais sensíveis e significativos do livro. Os poemas abordam temas como: a partida forçada em busca de melhores condições de vida, a saudade da terra natal, as dificuldades de integração em países estrangeiros e o contributo dos emigrantes para a construção de uma identidade coletiva transnacional

A emigração surge não apenas como fenômeno histórico, mas como experiência humana profunda, marcada por sacrifício, resiliência e esperança. Através de uma linguagem acessível e emotiva, os autores do POEMAR dão voz a histórias muitas vezes silenciadas, transformando-as em memória poética.

A apresentação da obra estará a cargo de João Reis Ribeiro, que contribuirá para enquadrar criticamente esta publicação.

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