O Evangelho do próximo domingo, dia 15, descreve-nos o encontro entre Jesus e uma samaritana junto ao poço de Jacob. Disse-Lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna».

Para quem não conhece a aridez do deserto, a força desta metáfora pode passar despercebida… Em primeiro lugar, não nos esqueçamos que, apesar da precipitação média de chuva na Palestina ser suficiente para a agricultura, o país tem falta de rios e de lagos, sendo, por isso, muito mais árido do que a Europa. Aliás, a Bíblia demonstra constantemente uma clara consciência do valor da água e das terríveis consequências da sua falta: 1.500 versículos do Antigo Testamento e 430 do Novo mencionam a água, o que lhe atribui um alto valor simbólico e teológico. No entanto, a água e a sede naturais são insignificantes quando comparadas com esta água viva que Jesus oferece e com a sede que Ele promete saciar: sede de sentido para a vida.

Inicialmente a mulher fica confusa e pensa que Jesus proponha apenas o abandono das tradições samaritanas e o ceder às pretensões religiosas dos judeus («nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar»). No entanto, Jesus nega que se trate de escolher entre o templo de Jerusalém ou o templo do monte Garizim. Beber a água viva significa acolher a novidade do próprio Jesus e aceitar a sua proposta de vida! Ele é o novo poço, o novo templo, onde todos os que têm sede de vida plena se poderão saciar.

 

 

Padre Carlos Caetano

Padre Carlos Caetano

padrecarloscaetano.blogspot.com

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