Deputado José Dias Fernandes diz que “o ensino da língua portuguesa no estrangeiro foi abandonado”


Numa publicação nas redes sociais, o Deputado do Chega eleito pelo círculo eleitoral da emigração na Europa diz que “estamos em 2026, temos de falar sobre a falência do ensino da língua portuguesa no estrangeiro, ou melhor, da falência do Instituto Camões”. E depois explica que “se há algo que nos une, independentemente do país onde vivemos, é a língua portuguesa: é identidade, é cultura, é herança. E é precisamente por isso que não podemos continuar a fingir que está tudo bem quando, na verdade, o ensino do português nas Comunidades está falido!”

“O Instituto Camões, que deveria ser o principal garante, por delegação, da língua e da cultura portuguesa no estrangeiro, tornou-se num organismo distante, burocrático e desligado da realidade das famílias e das nossas Comunidades emigrantes” diz o Deputado que evoca também “a falta de coordenação, a falta de professores e a falta de horários compatíveis com a vida dos pais das crianças e ainda a sobra da desorganização”.

Mas José Dias Fernandes vai mais longe e diz que “pior que o ensino da língua portuguesa ter sido abandonado” é o facto de ter sido “dado prioridade ao português do Brasil!”

“E por que se está a esconder isto aos Portugueses e a enganar o país? Há pais que querem que os filhos aprendam português e não têm resposta. Há crianças excluídas do ensino da língua por critérios administrativos absurdos. Há Comunidades inteiras abandonadas, enquanto se gastam recursos em projetos que pouco ou nada favorecem quem está no terreno, por exemplo, os recursos atribuídos ao Camões são canalizados para o ensino do português nos países lusófonos. Porquê?” pergunta o Deputado do Chega. “Quem são os filhos de Portugal? Não são os filhos dos emigrantes? Não são estes que devem ter a prioridade no ensino do português? Não é isto que está lavrado na nossa Constituição?”

“Isto não é promover a língua portuguesa. Isto é destruir a nossa língua, premeditadamente, isto é traição à Pátria”.

Na sua primeira publicação de 2026, José Dias Fernandes afirma que “o ensino do português no estrangeiro não pode ser tratado como um luxo, nem como um favor. É um dever do Estado para com a sua Diáspora. É um dever para com os emigrantes que nunca deixaram de ser portugueses e que está lavrado na nossa Constituição, os emigrantes fazem enormes sacrifícios para manterem viva a nossa identidade”.

O Deputado garante que defende um Instituto Camões “ao serviço das Comunidades, não um Instituto fechado sobre si próprio. Defendemos mais professores, mais proximidade, mais transparência e menos ideologia. Defendemos que as crianças portuguesas no estrangeiro tenham um acesso real, justo e eficaz à língua dos seus pais e dos seus avôs”.

E para concluir, José Dias Fernandes escreve que “as Comunidades não pedem privilégios. Exigem respeito. E o respeito começa por garantir que Portugal não abandona os seus, não abandona a sua própria língua fora de portas”.

“Isto tem de ser dito. Tem de haver coragem” diz o Deputado que mora na região parisiense. “Contem comigo: quando os outros se calam, eu serei a nossa voz”.